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Com reator, Brasil terá autonomia na produção de elementos para tratamento do câncer

publicado: 08/06/2018 15h46, última modificação: 08/06/2018 15h55
Como o número de equipamentos desse porte é pequeno em todo o mundo, País poderá tornar-se exportador do radioativo
Reator vai aprimorar tratamento de câncer no Brasil

Projeção do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), que ficará no Centro Industrial Nuclear de Aramar (Iperó/SP) - Foto: Divulgação

Equipamento com a pedra fundamental lançada nesta sexta-feira (8), o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) vai permitir que o Brasil tenha autonomia na produção de um elemento relevante para o diagnóstico e tratamento de câncer: os radioisótopos. Atualmente, o País gasta entre R$ 15 milhões a R$ 20 milhões para importar o material. 

Segundo o coordenador técnico do RMB, José Augusto Perrota, a expectativa é zerar esse valor em 2024, quando o equipamento estará pronto. "Com o RMB, nós pretendemos não ficar dependentes dessa importação do material. Nós temos tecnologia no País, nós somos capazes de produzir combustíveis nucleares, capazes de processar esses combustíveis", afirma.  

Com custo total estimado em US$ 500 milhões, o projeto recebeu R$ 225 milhões em investimentos e terá múltiplas finalidades. Além de produzir substâncias para medicina nuclear, agricultura e indústria, reator poderá criar capacidade nacional para testar e qualificar materiais e combustíveis nucleares. Por fim, ele também facilitaria a instalação de um laboratório nacional de pesquisas com feixes de nêutrons.  

No mundo, o número de reatores desse porte é pequeno. Por isso, o Brasil poderá tornar-se exportador do radioativo. De acordo com a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti) de 2016 a 2019, ele também é um dos projetos de pesquisa que colocarão o País na fronteira do conhecimento.  

Fonte: Planalto, com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações 

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Assunto(s): Saúde