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Padilha: governo afasta possibilidade de reajuste de impostos para garantir valor do diesel

publicado: 29/05/2018 17h10, última modificação: 10/06/2018 11h03
Acordo fechado com caminhoneiros prevê valor mínimo para o frente e percentual no transporte de produtos da Conab
Governo não estuda elevar impostos para garantir barateamento do diesel, diz ministro

Segundo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, abastecimento no País caminha para a normalização - Foto: Isac Nóbrega/PR

Para garantir a redução de 0,46 centavos no preço do diesel, o Governo do Brasil não deve aumentar impostos, afirmou nesta terça-feira (29) o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante entrevista a jornalistas. Segundo Padilha, haverá corte de benefícios fiscais, que será definido após a aprovação da proposta de reoneração da folha de pagamentos. “Já deixamos claro que o presidente Michel Temer não pensa em aumento de imposto. Vamos reduzir algumas vantagens fiscais”, disse. 

Além da redução de impostos cobrados no diesel e a criação de um programa de subvenção ao combustível, o acordo prevê o fim da cobrança sobre eixos suspensos, um valor mínimo para o frete e um percentual no transporte de produtos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esses termos foram necessários para fazer com que os caminhoneiros encerrem a paralisação que vem causando uma crise de abastecimento no País.

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Na avaliação de Padilha, as medidas surtiram efeito. Representantes da categoria já pediram para que os caminhoneiros normalizem o transporte de cargas. No entanto, ele apontou que o movimento conta com “infiltrações” que dificultam a normalização do abastecimento. 

“O que estamos vendo hoje são manifestações que envolvem outras pessoas, que não são caminhoneiros, em que o ruído da manifestação extravasa a demanda dos caminhoneiros e ganham cunho político”, afirmou. Ele reforçou que as autoridades de segurança estão empenhadas em identificar e dispersar essas manifestações.

Fonte: Planalto

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