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Mercosul

Não há espaços para alternativas não democráticas na América do Sul, diz Temer

publicado: 06/08/2017 15h19, última modificação: 26/02/2018 12h28
Em vídeo, presidente Temer considerou acertada a decisão dos chanceleres de suspender a Venezuela do Mercosul e reforçou o caráter democrático do bloco
Pronunciamento Temer

Presidente se pronunciou neste domingo (6) nas redes sociais - Foto: Reprodução/Portal Planalto

O presidente da República, Michel Temer, pronunciou-se neste domingo (6), nas redes sociais, sobre a decisão dos chanceleres do Mercosul de suspender a Venezuela do bloco por "ruptura da ordem democrática".

A decisão foi aprovada por unanimidade por representantes dos países fundadores do bloco  Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai  em reunião realizada em São Paulo nesse sábado (5). 

Segundo o presidente, a decisão foi tomada após os últimos acontecimentos no país vizinho. "Com prisões políticas, repressão a manifestações, esvaziamento dos poderes do legislativo e a convocação de assembleia constituinte. Todos esses são elementos que nos causam crescente preocupação", disse.


De acordo com Temer, essas medidas se
 contrapõem ao determinado pelo Protocolo de Ushuaia, que exige a democracia nos países contratantes. "Nessas condições, a medida que se impunha era a da suspensão da Venezuela. O Protocolo de Ushuaia, que exige a democracia nos países contratantes, é claríssimo. A plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento no processo de integração  no Mercosul."

Presidente afirmou ainda que os países continuarão ao lado do povo venezuelano e das liberdades de expressão e manifestação e do princípio da separação dos Poderes. "Esperamos que a Venezuela encontre o caminho para a recomposição da ordem democrática, do respeito à diversidade de visões e posições." 

Temer terminou a mensagem dizendo que os países esperam que a Venezuela volte à democracia e também ao Mercosul. "Presidindo atualmente o Mercosul, seguiremos acompanhando com atenção os desdobramentos na Venezuela. Nossa mensagem é inequívoca: não há mais espaço para alternativas não democráticas na América do Sul, daí a decisão tomada."

Fonte: Portal Planalto

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