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Direitos Humanos

Criação de ministério revela preocupação do governo com direitos humanos

publicado: 03/02/2017 18h26, última modificação: 26/02/2018 12h28
portal planalto
Desembargadora aposentada, a baiana Luislinda Valois foi a primeira juíza negra do Brasil. Ela ocupava a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Justiça
Criação de Ministério revela preocupação do governo com direitos humanos

Luislinda Valois tomou posse nesta sexta (3) no Ministério de Direitos Humanos - Foto: Foto: Beto Barata/PR

Após ser empossada nesta sexta-feira (3) como ministra dos Direitos Humanos pelo presidente da República, Michel Temer, Luislinda Valois disse que a criação da pasta demonstra a preocupação e a sensibilidade do governo federal com toda a sociedade brasileira.

“Há uma preocupação do presidente, por isso resolveu a situação de forma célere. Inclusive, a nossa posse não seria para hoje [sexta-feira, 3], mas ele nos pediu que fosse hoje”, disse Valois, que atuava como secretária de Promoção da Igualdade Racial, órgão vinculado ao Ministério da Justiça.

Agora, com a criação do Ministério, Valois pretende ampliar e dar continuidade aos projetos que já estavam sendo desenvolvidos pelo governo. Segundo ela, são trabalhos com idosos, crianças em estado de adoção, mulheres encarceradas, pessoas com deficiência, LGBTs e comunidades da periferia, entre outros.

“Eu darei tudo de mim por um Brasil melhor, para melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro como um todo e para honrar este momento, esta honraria que me foi dada por sua excelência, o doutor Michel Temer”, disse a ministra.

Nascida em Salvador (BA), Valois é desembargadora aposentada com forte atuação no campo da defesa e promoção dos direitos humanos. Ela é considerada a primeira juíza negra do Brasil.  

Sobre sua trajetória, a ministra resume: “Quem veio lá de catadora de mariscos, chegar agora a este cargo, é uma senhora responsabilidade”.

Fonte: Palácio do Planalto

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