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Relações Internacionais

No G20, Brasil dará ênfase ao desenvolvimento sustentável

publicado: 02/09/2016 20h14, última modificação: 26/02/2018 12h28
Integrante da comitiva presidencial em viagem à China, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirma que o País trabalhará para facilitar o comércio global
Serra

Chanceler brasileiro em entrevista ao Portal Planalto - Foto: Foto: Marcelo Vasconcelos

A atuação do Brasil na reunião de líderes do G20 terá ênfase nas questões climáticas e no desenvolvimento sustentável, afirmou o ministro das Relações Exteriores, José Serra, em entrevista ao Portal do Planalto. O chanceler brasileiro integra a comitiva do presidente da República, Michel Temer, no encontro das principais economias mundiais que acontece neste domingo (4) e segunda-feira (5).

“Somos um País que vai bem nessa área, comparativamente ao resto do mundo. E vamos insistir bastante na questão do desenvolvimento sustentável, quais são as práticas, quais são as políticas”, disse Serra.

O chanceler destacou, ainda, que o Brasil investirá em medidas para facilitar o comércio em escala global, principalmente em relação às commodities e matérias-primas, produtos que têm grande relevância para a manutenção e a ampliação do superávit da balança comercial brasileira.

Antes de seguir para a cidade de Hangzhou, na China, onde acontecerá a reunião do G-20, a comitiva brasileira participou de encontro em Xangai com investidores dos dois países, ocasião em que apresentou as potencialidades e oportunidades de investimentos no País.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil. No ano passado, o comércio bilateral foi de US$ 71,5 bilhões, com superávit de US$ 4,8 bilhões para Brasil. Nos primeiros cinco meses de 2016, as exportações nacionais registraram um aumento de 17,3%. Porém, a maioria dos produtos exportados é primários, como grãos, carnes e minério de ferro.

“Queremos que os chineses venham mais para investimentos de infraestrutura, transportes e logística. Hoje, o custo de produção no Brasil é muito alto pelas deficiências de infraestrutura, e os chineses têm dinheiro para investir e interesse [nesses projetos]”, explicou o ministro.

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