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Modernização do Estado

Setor exportador prevê maior inserção do Brasil com desburocratização de regras

publicado: 24/08/2016 15h57, última modificação: 26/02/2018 12h28
Para empresários, Plano Agro Mais deverá proporcionar ganhos de agilidade e permitirá ao setor elevar de 7% para 10% a participação no comércio mundial
Setor exportador prevê maior inserção do Brasil com desburocratização de regras

Presidente em exercício, Michel Temer, durante cerimônia de lançamento do Plano Agro+: medidas de desburocratização para implementar o agronegócio brasileiro - Foto: Foto: Beto Barata/PR

Lançado nesta quarta-feira (24) pelo presidente em exercício, Michel Temer, e pelo ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, o programa de desburocratização do agronegócio deverá proporcionar ganhos de agilidade para as empresas exportadoras e permitirá ao setor elevar de 7% para 10% a participação no comércio mundial.

A opinião é do vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner, que disse acreditar que até mesmo setores sem tradição nas exportações serão beneficiados com o Plano Agro Mais. “O Brasil tem um potencial gigante no agronegócio, não só grãos, não só fibras. E medidas como essas visam fazer com que esses setores se tornem extremamente importantes na pauta das exportações brasileiras.”

A expectativa do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, é de que as ações previstas no Plano gerem impacto positivo também na produção e comercialização de caminhões e máquinas agrícolas. “Nós entendemos que, com medidas como essa, o agricultor vai retomar a confiança e se sentir compelido a atualizar seu parque de maquinário para assegurar a boa produtividade nas próximas safras. E isso é muito bom para o País, muito bom para as exportações”, diz.

Economista do departamento de Agricultura do Banco Mundial, Diego Arias enfatiza que uma das principais iniciativas previstas no Plano Agro Mais é a que prevê adaptar regras brasileiras a padrões internacionais. Dessa maneira, diz ele, as empresas agroexportadoras deverão “competir em situação similar às outras empresas de outros países, e assim expandir o mercado”.

O Plano Agro Mais prevê, por exemplo, a alteração da temperatura de congelamento da carne suína, de -18º C para -12º C, seguindo normas já adotadas internacionalmente.

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