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“Temos que insistir na agenda da reforma da Previdência”, diz Rodrigo Maia

Presidente em exercício

Em discurso no Exame Fórum 2017, o presidente em exercício destacou a necessidade de realizar uma agenda de reformas que enfrente os problemas do Brasil
publicado: 04/09/2017 12h19 última modificação: 04/09/2017 12h19

O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, defendeu, nesta segunda-feira (4), a atuação do Legislativo para uma agenda que "enfrente os problemas do Brasil". Durante encontro de negócios Exame Fórum 2017, em São Paulo, Maia destacou a necessidade da aprovação da reforma da Previdência, prevista para votação em outubro. 

“Tem muitas leis importantes que podem e devem ser aprovadas pelo parlamento, mas todos aqueles que olham com seriedade os gastos obrigatórios do governo sabem que, sem a reforma da Previdência, todas as reformas são pequenas para o tamanho do problema do Brasil", comentou, explicando que a Previdência “toma da sociedade brasileira, pelo menos, R$ 60 bilhões todos os anos”.

Maia ressaltou a aprovação da modernização trabalhista, como exemplo de que o País vive a possibilidade de tratar suas questões com transparência. Para ele, é fundamental continuar discussões que busquem resolver os outros pontos necessários para o Brasil. 

“Não tenho dúvida de que olhando os indicadores, o que o governo e o Congresso fizeram em conjunto já dá bons sinais dos atores econômicos. Mas a gente sabe que a longo prazo essas reformas são decisivas.” Para Maia, a discussão e a aprovação da reforma da Previdência são caminhos para o Brasil avançar. “Tenhamos coragem de discutir os gastos obrigatórios. Todos os entes da federação estão estrangulados. Os gastos de Previdência vão continuar crescendo se não tivermos coragem de enfrentar esse problema”, frisou.

Desestatização

Rodrigo Maia também defendeu a desestatização de empresas “Sabemos que nas mãos do setor privado elas são mais eficientes. As empresas certamente vão gerar empregos”, destacou ainda que o Estado “seja fiscalizador, regulador, e não comandante das empresas”.

Ao citar a aprovação da Taxa de Longo Prazo (TLP), na Câmara dos Deputados, o presidente destacou o combate ao fim dos privilégios em diversos setores. "Existem muitos privilegiados no governo que vêm do setor privado. Poucas empresas, poucos empresários, que se beneficiam há muitos anos também do orçamento público da União. Nós devemos combater todos os privilégios, este deve ser nosso desafio."

Maia também apontou as próximas pautas de discussão no Congresso Nacional, que estarão em sintonia com uma agenda de mudanças. "Tem muitos temas que precisam de melhoria na regulamentação, como o licenciamento ambiental, a lei de falências, a nomeação nas agências reguladoras.”

“Nossa agenda vai priorizar condições para que o setor privado brasileiro possa voltar a investir com segurança. A grande política social é a geração efetiva de empregos”, concluiu.

Fonte: Portal Planalto