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Notícia

Ministro diz que Brics vai pedir maior diálogo para resolver tensões na Coreia do Norte

Brasil no Brics 2017

Para Aloysio Nunes, teste com bomba de hidrogêncio realizado pelo país aumenta urgência para se conter escalada armamentista no mundo
publicado: 03/09/2017 11h13 última modificação: 12/10/2017 16h50

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Os líderes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vão reforçar o apelo à negociação e ao diálogo entre as partes envolvidas para resolver as tensões na Península Coreana. A afirmação é do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. “Não há saída fora da negociação entre as partes interessadas”, disse.

O ministro considera que o teste com bomba de hidrogênio realizado pela Coreia do Norte neste domingo (3) aumenta a urgência para que se contenha uma escalada armamentista no mundo.“É preciso deter essa escalada. O Brasil condena e apoia as resoluções da ONU aplicando sanções à Coreia do Norte em razão dos seus testes nucleares”, afirmou. Nunes está em Xiamen, na China, onde acompanha o presidente da República, Michel Temer, na 9ª Cúpula do Brics. 

O governo brasileiro condenou o teste nuclear conduzido pela República Popular Democrática em nota divulgada pelo Itamaraty e reiterou seu apoio às resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e insta o governo da Coreia do Norte a cumpri-las plenamente. 

Confira a íntegra da nota.

"O governo brasileiro condena veementemente o teste nuclear conduzido pela República Popular Democrática da Coreia (RPDC) neste domingo, 3 de setembro. O exercício militar que teria envolvido a detonação de bomba de hidrogênio constitui inaceitável ato de desestabilização da segurança na região. 

O governo brasileiro reitera seu apoio às resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e insta o governo da Coreia do Norte a cumpri-las plenamente. É fundamental que se restabeleçam as condições para negociações de paz na península coreana.

O Brasil foi um dos líderes das negociações que resultaram na recente adoção, no âmbito da Organização das Nações Unidas, do Tratado de Proibição de Armas Nucleares. O uso pacífico da tecnologia nuclear é compromisso expresso na Constituição Federal do País."

Fonte: Portal Planalto, com informações do Itamaraty e da Agência Brasil