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Acordos, comércio eletrônico e direitos do consumidor estão no centro das discussões

Brasil no Mercosul

Presidente Michel Temer chegou nesta quinta (20) à Argentina, onde promoverá os interesses da integração econômico-comercial e defenderá o valor da democracia
por Portal Planalto publicado: 20/07/2017 21h44 última modificação: 21/07/2017 00h50
Clauber Caetano/PR Embaixador brasileiro concedeu entrevista ao Portal Planalto

Embaixador brasileiro concedeu entrevista ao Portal Planalto

Comércio eletrônico, direitos do consumidor e acordo com União Europeia serão os temas centrais da presidência pro-tempore do Brasil no Mercosul, que terá início nesta sexta-feira (21), durante a cúpula do grupo em Mendoza, na Argentina. É o que disse o subsecretário da América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Paulo Estivallet, em entrevista exclusiva ao Portal Planalto.

“Nós vamos retomar ou manter algumas negociações que já estavam em curso, e vamos iniciar alguns trabalhos em novas áreas”, disse o embaixador. Sobre o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, ele acredita ser possível concluí-lo até o fim do ano. "Estamos bastante satisfeitos com os resultados alcançados até aqui", afirmou.

Retomada

Para Estivallet, o comando argentino nos últimos seis meses ficou marcado pelo resgate do bloco após um período de “virtual paralisia”. “Com a retomada de vários trabalhos e a ênfase que todos os países colocaram nos objetivos tradicionais do Mercosul, que são a liberalização comercial, a democracia e os direitos humanos, nós já avançamos muito nesses meses”, disse.

O embaixador também destacou a retomada do crescimento econômico proporcionada pelas agendas de reformas do presidente da República, Michel Temer, como um fortalecimento da liderança do Brasil no bloco, além de melhorar as relações econômicas entre os países-membros.

“Embora o Brasil seja tradicionalmente superavitário, ele constitui um mercado crucial para os parceiros do Mercosul. E nós estamos alcançando isso. Os dados dos últimos trimestres mostram já uma recuperação da ordem de 20% nas importações”, explicou Estivallet.

Investimentos

O Mercosul representa hoje algo equivalente à quinta maior economia mundial, com PIB de US$ 2,7 trilhões. Sua população total é de 291 milhões de habitantes. Nos últimos dois anos, segundo dados da UNCTAD, o Mercosul recebeu 47% (2015) e 46% (2016) dos investimentos estrangeiros diretos na América Latina e Caribe, e 65% (2015 e 2016) na América do Sul.

Além disso, o bloco também é fundamental para a atividade industrial dos países-membros. Em 2016, aproximadamente 84% das exportações brasileiras para o Mercosul foram de bens industrializados. Em comparação, as exportações brasileiras de bens industrializados ao mundo todo representaram 56% do total.

Venezuela

Segundo o embaixador, o Brasil espera que a Venezuela saia da suspensão imposta pelo grupo em razão de não ter cumprido acordos e tratados do protocolo de adesão ao bloco. Estivallet disse que a suspensão da Venezuela é uma questão mais jurídica do que propriamente de princípios.

“Mas ainda assim o nosso engajamento com o processo na Venezuela é todo no sentido de encorajar aquele país, não só a retomar os seus compromissos, a cumprir plenamente com os compromissos assumidos no Mercosul”, afirmou.

Brasil-Argentina

Durante a cúpula do Mercosul, Brasil e Argentina assinarão um acordo para evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal entre os dois países. Para o subsecretário, o protocolo é um instrumento fundamental para que as empresas possam operar com tranquilidade nos dois mercados. 

“E como a Argentina é um grande destino de investimentos brasileiros, e o Brasil também é um destino importante de investimentos argentinos, esse é um elemento fundamental para que nós possamos avançar nesse processo de integração”, disse Estivallet.

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Fonte: Portal Planalto