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Acordo com União Europeia impulsionará PIB, diz ministro da Indústria

Brasil no Mercosul

Estimativa de Marcos Pereira aponta para avanço da economia brasileira como resultado da parceria entre o Mercosul e o bloco comercial europeu
por Portal Planalto publicado: 20/07/2017 20h13 última modificação: 02/08/2017 15h33
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Ministro ressalta que Brasil terá papel relevante nas negociações com bloco europeu

Ministro ressalta que Brasil terá papel relevante nas negociações com bloco europeu

O possível acordo entre o Mercosul e a União Europeia poderá resultar em um aumento de 3% a 4% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A avaliação foi feita pelo ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em entrevista ao Portal Planalto.

Na presidência do Mercosul, o Brasil se esforçará para avançar as negociações comerciais com a União Europeia com objetivo de anunciar o acordo ainda neste ano. “Nós no Mercosul estamos colocando força, estamos colocando disposição para que avance (a negociação)”, afirmou o ministro.

Importante relação bilateral, a abertura de um acordo de livre comércio com a União Europeia é uma das prioridades do governo brasileiro no âmbito do comércio exterior.

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o volume de exportações da UE ao Mercosul chega em média a 66 bilhões de euros por ano. A previsão é de que esse valor seja dobrado com a criação de regras mais flexíveis de comércio.

No caso do Brasil, os ganhos com o acordo devem gerar um salto de 3% a 4% no Produto Interno Bruto, com a entrada de mercadorias nacionais na União Europeia, onde vivem 500 milhões de consumidores. Do lado das importações, o País também pode se beneficiar do maior acesso a tecnologia e inovação.

Negociações avançadas

Para o ministro, o aumento do protecionismo em outras potências globais também funcionará como um estímulo para que a União Europeia aceite um acordo comercial com o Mercosul.

“A própria União Europeia também quer que avance... O aumento do protecionismo fez com que a União Europeia se movimentasse e impulsionasse as negociações”, avaliou Pereira, que também classificou as negociações com o bloco como avançadas.

Na avaliação do ministro, o Brasil terá um papel relevante nesse processo, diante da responsabilidade de presidir o Mercosul até o final do ano. Segundo ele, o governo brasileiro trabalha para fechar um acordo com a União Europeia, pelo menos em nível político, até dezembro.

Rodadas

Neste mês ocorreu a terceira rodada de negociações para a definição do acordo. Ainda há mais dois encontros previstos para este ano: em outubro, em Brasília, e em setembro, em Bruxelas.

O documento deve abranger diversas áreas, como comércio de bens, medidas sanitárias e fitossanitárias, instrumentos de defesa comercial, comércio em serviços, compras governamentais, propriedade intelectual e indicações geográficas.

Produtos

"Para além dos ganhos mensuráveis, a maior exposição à competição deve trazer mais dinamismo, competitividade e qualidade às nossas empresas", afirmou Pereira. Um estudo da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas aponta que em 2030 deve ocorrer um aumento de 12,3% nas exportações e de 16,9% nas importações brasileiras como efeito do acordo com a União Europeia.

Já o Mercosul representa um mercado de 250 milhões de consumidores ao bloco europeu. “A conclusão desse acordo vai ser positiva para todos os envolvidos. Tenho certeza de que esta será mais uma importante contribuição para a retomada do crescimento econômico brasileiro”, disse Pereira.

Os principais produtos comercializados no ano passado pelo Mercosul à UE foram soja, minerais, café, máquinas, combustíveis, carne, celulose e hortaliças. Já o Mercosul, por sua vez, importou máquinas e equipamentos, produtos farmacêuticos, máquinas e material elétrico, veículos e aviões.

Fonte: Portal Planalto