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Retomada do crescimento facilita relações entre Brasil e Suécia

Relações Bilaterais

Para embaixador sueco, comércio bilateral ainda está “aquém” das possibilidades dos dois países. Relações comerciais existem há quase 200 anos
por Portal Planalto publicado: 03/04/2017 20h14 última modificação: 05/04/2017 16h43
Arquivo/Agência Brasil Governo comprou 36 aviões de combate e a transferência de tecnologia dos caças Grippen fabricados na Suécia

Governo comprou 36 aviões de combate e a transferência de tecnologia dos caças Grippen fabricados na Suécia

Tradicional parceiro comercial do Brasil, a Suécia vê como propício o atual momento da economia brasileira para reforçar e aumentar a relação bilateral entre os dois países. Importadores de carne, minérios e café brasileiros, os suecos hoje têm mais de 200 empresas instaladas em terras brasileiras, número que pode aumentar com a retomada do crescimento.

Para o embaixador da Suécia no Brasil, Per-Arne Hjelmborn, a retomada do crescimento econômico brasileiro favorece a busca por mercados no País e reforça a confiança dos executivos. Segundo Hjelmborn, a parceria deve se estender ainda pelos próximos anos com o apoio de ambos os governos.

"O Brasil é o nosso parceiro mais importante na América Latina, temos mais de 200 empresas suecas aqui, algumas empresas têm mais de 100 anos. Essa nova energia dentro da economia dá muito incentivo, muito estímulo. Isso é uma locomotiva que estamos aproveitando agora", afirmou o diplomata sueco.

Subsecretário-geral de Cooperação Internacional, Promoção Comercial e Temas Culturais do Itamaraty, o embaixador Santiago Irazabal Mourão acredita em reciprocidade nos investimentos, não apenas da Suécia no Brasil. “Acreditamos que isso vai ocorrer, da mesma forma que haverá expansão dos investimentos do Brasil na Suécia", avaliou.

Defesa

Escolhidos pela Força Aérea Brasileira (FAB) para modernizar sua frota, os aviões suecos Grippen são um dos produtos comercializados entre os dois países, contribuindo para a transferência de tecnologia. Porém, o embaixador brasileiro argumentou que o comércio entre Brasil e Suécia tem potencial para ser expandido.

Já o diplomata da Suécia afirmou que o comércio deve ultrapassar o setor de defesa e abarcar também as áreas como a de mineração, exploração florestal, automação e desenvolvimento de novos materiais em conjunto.

Relações comerciais

Os dois países mantêm relações diplomáticas há 191 anos e são também parceiros comerciais. No ano passado, o Brasil vendeu para Suécia o equivalente a US$ 514 milhões e os principais produtos foram minério de cobre, café in natura e carnes.

Já o país escandinavo vendeu para o Brasil peças para carros e tratores, medicamentos e outros produtos manufaturados no valor de US$ 972 milhões. Empresários dos dois países estão reunidos em São Paulo (SP) no Fórum de Líderes Empresariais Brasil-Suécia para debater estratégias para intensificar o volume comercial e de investimentos.

Fonte: Portal Planalto