Você está aqui: Página Inicial > Acompanhe o Planalto > Notícias > 2017 > 04 > Em entrevista ao Programa do Ratinho, Temer garante benefícios das reformas

Notícia

Em entrevista ao Programa do Ratinho, Temer garante benefícios das reformas

Exclusiva

Presidente ressaltou a importância das mudanças nos sistemas previdenciário e trabalhista
por Portal Planalto publicado: 29/04/2017 13h58 última modificação: 02/05/2017 18h02
Foto: Marcos Corrêa/PR Temer conversa com o apresentador Ratinho sobre as reformas Trabalhista e da Previdência

Temer conversa com o apresentador Ratinho sobre as reformas Trabalhista e da Previdência

Durante entrevista exclusiva ao Programa do Ratinho, o presidente Michel Temer garantiu que as reformas Trabalhista e da Previdência vão beneficiar todos os brasileiros. “Quem já tem o direito adquirido e já completou tempo para a aposentadoria, seja no serviço público, seja no serviço privado, não perderá nenhum direito”, afirmou.

Em relação à aposentadoria do trabalhador rural, o presidente esclareceu que será mantido basicamente o que existe hoje. “A questão do trabalhador rural continua tal e qual existe hoje. Com mínimas modificações, mas sem prejudicar ninguém”.

Temer afirmou que será preciso reformar a Previdência para garantir que aqueles que vão se aposentar no futuro tenham como receber as suas pensões. De acordo com a proposta da reforma da Previdência, os regimes de aposentadoria dos servidores públicos e dos trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho serão iguais. 

Na esfera trabalhista, o presidente disse que as mudanças tornam “mais suaves os acordos entre patrões e empregados”. Durante o programa veiculado nesta sexta-feira (28), citou como exemplo o parcelamento de férias em três vezes que poderá ser fruto de um acordo coletivo. “O sindicato dos patrões e o sindicato dos empregados ajustam uma forma. Isso vai aumentar o emprego, vai dar mais segurança jurídica para o trabalhador e para o empresário. O objetivo é gerar emprego”, reforçou. 

Caso as reformas não sejam aprovadas, o presidente avaliou que será “péssimo para o Brasil” e, entre outras conseqüências, destacou que o desemprego não vai diminuir sem as mudanças nas legislações trabalhista e previdenciária. "Se não passar, você não tem uma redução do desemprego, que já começou a cair em função das medidas que nós tomamos. Mas que cairá substancialmente depois que completar a reforma da Previdência”.

Michel Temer disse que o governo já fez a sua parte, reduzindo os gastos. Na ocasião, aproveitou a oportunidade para fazer uma analogia com os gastos de uma pessoa e afirmou que o governo não pode gastar mais do que arrecada. “Você só pode gastar aquilo que você ganha. E o que houve, ao longo do tempo, foram gastos muito superiores ao que o governo ganhava, que arrecadava. Então, nós estabelecemos um teto de gastos. O que significa isso? É cortar na própria carne. 

Entre as medidas que adotou no último ano, Temer falou sobre o aumento dado ao Bolsa Família. Quando chegou à Presidência há cerca de um ano, constatou que  fazia mais de dois anos que o programa não era reajustado. “A primeira coisa que eu fiz foi dar um aumento de 12,5% para os que recebem Bolsa Família. Parece que é pouco, mas são 14 milhões de famílias”. Outra medida que aumenta a circulação de dinheiro e movimenta a economia foi a liberação das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que está injetando até julho deste ano em torno de R$ 41 bilhões no mercado.

O presidente também falou da criação do Cartão Reforma, cuja lei foi sancionada esta semana. Uma ação de cunho eminentemente social e que vai beneficiar aqueles com renda mensal de até R$ 2.800,00. O trabalhador poderá sacar R$ 5.000,00 nas agências da Caixa para reformar sua casa.

Após quase 30 minutos de entrevista, Michel Temer disse que quer ser conhecido como “alguém que melhorou as condições econômicas do País, como alguém que fez as grandes reformas e como alguém que permitiu que os próximos governos não encontrem o País na posição que nós encontramos”. Ao final, deixou uma mensagem de otimismo, destacando que o brasileiro sempre foi muito cordial e otimista. “Nós  temos uma alegria íntima muito acentuada e nós precisamos acreditar no Brasil”.  

 Fonte: Portal Planalto