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Com reforma, políticos vão se aposentar pelo regime geral, diz Temer

Reforma da Previdência

Para o presidente da República, proposta traz equilíbrio ao prever a mesma regra para diversas categorias. Intenção é garantir o pagamento dos benefícios no futuro
por Portal Planalto publicado: 10/04/2017 22h30 última modificação: 12/04/2017 15h41
Beto Barata/PR Reforma deve acabar com privilégios, afirmou Temer

Reforma deve acabar com privilégios, afirmou Temer

Antes membros de regimes próprios de aposentadoria, políticos e servidores públicos estarão sob as mesmas regras que os trabalhadores da iniciativa privada após a aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso Nacional. Durante discurso em São Paulo, o presidente da República, Michel Temer, defendeu a manutenção das categorias na proposta.

"Não havendo diferenciação entre as várias categorias, os políticos se aposentarão como se aposentam os membros da Previdência geral. Os servidores públicos também se aposentarão pela Previdência geral. Isso é para fazer o equilíbrio absoluto entre os vários setores sociais", disse o presidente da República, após ser homenageado pela comunidade líbano-brasileira.

Segundo Temer, a reforma deve acabar com privilégios sem alterar os direitos já consolidados dos trabalhadores. "Tudo isso é para garantir que os aposentados atuais continuem a receber suas pensões e, especialmente, para garantir que os programas sociais possam continuar e que aqueles mais jovens possam no futuro desfrutar de uma adequada pensão previdenciária", afirmou.

Reformas inadiáveis

Para o presidente, o ajuste nas contas públicas melhora o ambiente de negócios ao aumentar a segurança jurídica aos investidores. Segundo ele, a confiança tem sido reconquistada pela melhora nos indicadores econômicos do País. "Por isso, estamos levando adiante ambiciosa agenda de reformas. Reformas que, há muito necessárias, se tornaram inadiáveis", disse.

Contudo, sem mudanças na Previdência social, Temer alerta que esses avanços podem ser colocados em risco. "Se não reformarmos a Previdência, será abalada a confiança de investidores e consumidores. A Previdência, enfim, poderá ver-se ameaçada, a própria trajetória de recuperação de nossa economia".

A proposta do governo já foi enviada ao Congresso Nacional, onde é debatida em comissão especial. De acordo com Temer, a reforma deve adaptar a Previdência à realidade demográfica do País, "tornando-a financeiramente sustentável e salvando-a da falência".

Fonte: Portal Planalto