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Reforma da Previdência vai tirar o Brasil de "profundo" desequilíbrio, diz ex-ministro

Reforma da Previdência

Responsável pela área no governo de Fernando Henrique Cardoso, Roberto Brant vê a mudança do sistema previdenciário como necessária para evitar colapso das contas públicas
por Portal Planalto publicado: 31/03/2017 17h46 última modificação: 31/03/2017 17h58

Ex-ministro da Previdência no governo Fernando Henrique Cardoso, Roberto Brant acredita que as regras previdenciárias precisam ser mudadas para evitar um “colapso” político e institucional nos próximos anos. Após se reunir nesta sexta-feira (31) com o presidente da República, Michel Temer, Brant afirmou que o Brasil precisa reformar o sistema para sair de um “profundo” desequilíbrio social.

“O Brasil talvez seja o único país do mundo que ainda trata a Previdência com as mesmas regras que foram estabelecidas há 50 anos atrás”, afirmou Brant, em entrevista ao Portal Planalto. “Esse sistema, com essas regras, tornou-se absolutamente insustentável”, completou.

Para Brant, o esforço de adaptar o modelo previdenciário às novas realidades demográficas e do mercado de trabalho existe desde sua gestão como ministro, mas as tentativas dos governos anteriores foram “incompletas”. “Reformas incompletas que não foram totalmente compreendidas pelos parlamentares”, avaliou.

Nesse sentido, o ex-ministro afirmou que o País caminhava para um “abismo” antes das reformas econômicas postas em prática pelo governo federal. Sem mudanças estruturais, o Brasil vai encarar uma economia “estacionária” em meio a um ambiente de injustiça social dentro de 20 anos.

Retrocesso

Na visão do ex-ministro, as atuais conquistas do governo federal no campo econômico podem ser colocadas em risco se a reforma da Previdência não for aprovada. Os efeitos negativos viriam nos próximos dez anos. “Dentro de dez anos, não haverá recursos do Estado senão para pagar a folha de pagamento do funcionalismo ativo e as contas da Previdência Social”, apontou.

Atualmente, a reforma da Previdência está sendo analisada por uma comissão especial na Câmara dos Deputados. Entre outros pontos, a proposta do governo federal propõe a adoção da idade mínima de 65 anos para homens e mulheres acessarem o benefício.

Fonte: Portal Planalto