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Argumentos técnicos reforçam necessidade da reforma da Previdência

Previdência Social

Durante evento em São Paulo, Michel Temer ressaltou a gravidade do rombo do sistema de aposentadorias e pensões no País
por Portal Planalto publicado: 17/03/2017 13h43 última modificação: 17/03/2017 14h27

Diante de lideranças empresariais do setor produtivo, o presidente da República, Michel Temer, afirmou que os argumentos técnicos apresentados pelo governo reforçam a necessidade de aprovação da reforma da Previdência. Enviada ao Congresso Nacional em dezembro passado, a proposta atualmente está em análise na Câmara dos Deputados.

Temer participou da reunião do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI). No discurso, ele chamou atenção para o tamanho do déficit da Previdência. No ano passado, o Regime Geral da Previdência Social (RGPS) registrou um número negativo de R$ 149,7 bilhões. Para este ano, sem mudanças, a previsão é que chegue a R$ 180 bilhões.

“Temos um déficit de R$ 149 bilhões na Previdência Social. Nós temos estados que estão quebrando por causa da Previdência”, pontuou o presidente. Entre os casos mais graves está o do estado do Rio de Janeiro, que passa por uma crise financeira sem precedentes com rombo na Previdência de seus servidores.

O presidente lembrou que, durante o debate da reforma, o governo tem contestado argumentos políticos contra as mudanças mostrando números e documentos. Ele vê a maioria das críticas à proposta do governo federal como natureza política, não técnica. “Uma coisa é argumentar tecnicamente (...), como tantas e tantas vezes foi contestado, contestado documentalmente, contestado numericamente, contestado argumentativamente”, afirmou.

A proposta do governo federal propõe uma idade mínima de 65 anos e um tempo de contribuição de 25 anos para que homens e mulheres possam acessar a aposentadoria. Além disso, ela prevê um regime geral tanto para trabalhadores do setor privado quanto para servidores públicos e políticos, por exemplo. Atualmente, a reforma está sendo analisada por uma comissão especial da Câmara dos Deputados.

Durante o discurso, o presidente comemorou o diálogo com o Congresso Nacional e ressaltou que a interação é importante para solidificar a harmonia entre os Poderes. Segundo ele, é possível que o governo federal aceite readequações à proposta, como eventual alívio das regras para classes mais carentes.

Fonte: Portal Planalto

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Assunto(s): Economia