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Setor da construção civil aposta em crescimento e geração de empregos com mudanças no MCMV

Minha Casa Minha Vida

Fomento à habitação popular tem impacto imediato na contratação de mão de obra, afirmam representantes de incorporadoras e da indústria da construção
por Portal Planalto publicado: 06/02/2017 20h36 última modificação: 30/05/2017 12h11
Foto: Beto Barata/PR Discurso do Presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, Rubens Menin

Discurso do Presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, Rubens Menin

As novas medidas do Programa Minha Casa Minha Vida, anunciadas nesta segunda-feira (6), vão combater o déficit habitacional e impactar diretamente a economia do País. Em entrevista ao Portal Planalto, o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Rubens Menin, ressaltou que a contratação de 610 mil novas moradias para 2017 vai movimentar toda a cadeia da construção civil e gerar empregos.

“Não existe crescimento econômico no Brasil sem o crescimento da indústria da construção civil. O setor da construção representa 8% do PIB. Vai ter um impacto muito grande na economia, no desenvolvimento social e evidentemente no emprego”, afirmou Menin. “Esse é um pilar mesmo importante para o País voltar a crescer sustentavelmente, voltar a empregar, criar desenvolvimento social, e a casa própria é desenvolvimento social”, completou. 

O potencial do setor para o reaquecimento da economia também é destacado pela vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Betinha Nascimento. “Hoje o setor que mais agiliza na resposta imediata é a construção civil. Começa na areia, no cimento, na brita. É a cadeia dos 'mil itens'. É  um segmento que movimenta todo o mercado”, afirmou.

Betinha também ressalta que com a contratação das novas unidades habitacionais, a necessidade de novos trabalhadores é imediata. “Além dos trabalhadores que o setor emprega, ainda tem a geração de empregos indiretos.”

Além das novas moradias do programa, houve um reajuste no perfil de renda das famílias beneficiadas pelo Minha Casa Minha Vida, passando de R$ 2.350,00 para R$ 2.600,00 na Faixa 1,5; de R$ 3.600 para R$ 4.000,00 na Faixa 2; e de R$ 6.500,00 para até R$ 9 mil na Faixa 3. O valor do teto dos imóveis nas operações do FGTS também aumenta, podendo chegar até R$ 240 mil, dependendo da região do País.

Para a definição das novas faixas de renda e valor dos imóveis, o governo discutiu ativamente com os representantes do setor, sanando assim os entraves para as contratações que havia no programa habitacional.

“O projeto final foi muito discutido, muito bem pensado, é a solução adequada ao nosso momento. A gente trabalhou muitos gargalos para poder desatar os nós. Então, tudo isso foi discutido e importante, a solução é sustentável”, afirmou Rubens Menin.

Fonte: Portal Planalto e Ministério das Cidades