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Caetano: "Cobrar devedores é importante, mas reforma é essencial"

Reforma da Previdência

Secretário de Previdência explicou que o valor das dívidas previdenciárias não é suficiente para cobrir o rombo no sistema de aposentadorias e pensões
por Portal Planalto publicado: 21/02/2017 18h41 última modificação: 30/05/2017 12h49
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Secretário explicou que cobrança de parte dos devedores é demorada porque parte das empresas faliram

Secretário explicou que cobrança de parte dos devedores é demorada porque parte das empresas faliram

O secretário de Previdência, Marcelo Caetano, explicou que a reforma apresentada pelo governo, que está em discussão no Congresso Nacional, é o único meio de atacar o déficit do sistema de aposentadorias e pensões. Segundo ele, há um "intenso trabalho" para impedir fraudes e cobrar dívidas, mas esses valores não são suficientes para cobrir o rombo.

“Várias dessas empresas [com dívidas previdenciárias] faliram há muito tempo. Recuperar essa dívida é muito demorado”, argumentou. No caso de empresas falidas, com o espólio que sobrar se paga primeiro as prioridades, como os acidentes de trabalho e as dívidas trabalhistas. Essa fatura com a Previdência costuma estar no fim da fila.

“Tem de se enfrentar o problema olhando na raiz dele. Claro que cobrar dívidas e enfrentar fraudes é importante, mas só isso não é suficiente”, ponderou o secretário. Ele lembrou que uma reforma é importante não apenas para as próximas gerações, mas para a atual também, principalmente com a dificuldade financeira de alguns estados.

Comissão

Relator da reforma da Previdência na Câmara, Arthur Maia (PPS-BA) informou que serão feitas dez audiências públicas para debater o tema e, depois desse período, ele deve apresentar o parecer. 

Para o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), integrante da comissão especial que analisa a reforma da Previdência, fazer essa mudança nas regras é urgente. “Daqui a pouco, se não houver a reforma, não terá recursos para honrar esse contrato com as gerações futuras”, observou o parlamentar.

Fonte: Portal Planalto e Previdência Social