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Reforma e teto de gastos são fundamentais para a economia, diz Meirelles

Ajuste fiscal

Ministro da Fazenda expôs a preocupação do governo com o atual modelo brasileiro. Mudanças visam garantir o pagamento dos benefícios no futuro
por Portal Planalto publicado: 05/12/2016 19h34 última modificação: 08/12/2016 14h50
Beto Barata/PR Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da República, Michel Temer, durante reunião com parlamentares

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da República, Michel Temer, durante reunião com parlamentares

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (5) que a reforma da Previdência e proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria um limite para os gastos públicos são fundamentais para a recuperação econômica do País.

Durante reunião no Palácio do Planalto com o presidente da República, Michel Temer, ministros e líderes da base aliada no Congresso, Meirelles argumentou que a reforma da previdência é uma necessidade, não uma decisão. “Mais importante para o aposentado do que a idade em que vai se aposentar é a segurança de que vai receber a aposentadoria”, afirmou.

Ele explicou que o sistema brasileiro de Previdência é o solidário ou de partilha simples, no qual os trabalhadores da ativa pagam os benéficos dos que se aposentaram. Porém, o cenário atual no País mostra a diminuição da população em idade de trabalhar e o aumento do total de aposentados.

Meirelles informou que atualmente 141 milhões de brasileiros estão em idade economicamente ativa. Em 2060, porém, esse número deve cair para 131 milhões. No mesmo período, a população idosa vai aumentar em 263%.

“Isso mostra claramente que não é um número sustentável. Em resumo, teremos uma situação onde cada mais vez será difícil pagar a conta dos aposentados”, argumentou o ministro.

Sustentabilidade

Para exemplificar o quanto a Previdência tem se tornado insustentável, ele relatou que em 2015 haviam 11 cidadãos idosos para cada 100 brasileiras em idade ativa. Em 2060 essa relação deve cair para 44,4 a cada 100.

“Em 1991, no Brasil, cerca de 10,5% do PIB (Produto Interno Bruto) era para as despesas públicas federais. Hoje, esse número é de 19,5%”, relatou. “Desse aumento, cerca de 6 pontos percentuais foi de previdência social. Temos aí um aumento impressionante e que não será possível sustentar”, disse.

Ajuste fiscal e reforma da previdência

Com uma despesa que avança em ritmo tão forte, explicou o ministro, um ajuste fiscal e uma reforma da previdência se fazem necessários. “A única maneira de sustentar isso é que todos nós brasileiros trabalhemos um pouco mais. Isso é uma necessidade, não uma decisão”, afirmou.

“A aprovação da PEC dos gastos foi algo importante, crucial para o País, mas essa PEC, para ser sustentável, deverá contar com a reforma da Previdência”, defendeu.

Fonte: Portal Planalto