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Aprovação do teto de gastos e PIB devem atrair investidores ao Brasil

Atração de investimentos

Em entrevista ao Portal Planalto, estrategista afirma que investidores estão acompanhando com atenção as medidas do governo federal
por Portal Planalto publicado: 01/12/2016 16h15 última modificação: 01/12/2016 20h08
Foto: Reprodução Emy Shyao Cherman ressalta o impacto positivo da aprovação do teto dos gastos

Emy Shyao Cherman ressalta o impacto positivo da aprovação do teto dos gastos

A aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) do teto de gastos e a expectativa de crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) geram um impacto positivo para o Brasil, na visão da estrategista do banco JP Morgan para o País, Emy Shyao Cherman. Segundo ela, investidores internacionais estão acompanhando atentamente as medidas do governo para equilibrar as contas públicas.

Ela ressaltou o impacto positivo da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o teto dos gastos públicos, que após passar pela Câmara dos Deputados, foi aprovada esta semana em primeiro turno no Senado. E apontou que as atenções dos investidores se voltam agora para a reforma da Previdência, que contribuirá para o equilíbrio das contas públicas e deve ter seu texto encaminhado pelo governo ainda este ano ao Congresso Nacional.

Em entrevista ao Portal Planalto, a estrategista disse, no curto prazo, que os investidores estão acompanhando o tamanho do ajuste fiscal e a evolução das reformas no Congresso Nacional. 

“Existe uma expectativa grande, acho também que isso está trazendo muita gente aqui para acompanhar qual vai ser a evolução dessas reformas estruturantes”, avaliou a executiva. De acordo com a estrategista, a aprovação da PEC em primeiro turno pelo Senado criou um impacto positivo. “O mercado vê com muito bons olhos”, disse.

Crescimento do PIB

Na visão da estrategista, a expectativa de crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 torna o Brasil um destino atraente para investimentos estrangeiros. Especialmente porque a projeção para este ano é que haja uma queda de 3,5%. “Essa é a maior recuperação [4,5 pontos percentuais] que a gente está tendo no mundo. Nenhum outro país vai sair de uma economia tão deprimida para um pequeno crescimento que seja”, declarou.

Pela projeção da estrategista, a expectativa é de que o Brasil volte a crescer no médio prazo em uma medida de acordo com seu potencial, em torno de 2,5%. Mas Cherman ressalta que, com o aumento de investimentos que se projeta para o País, combinado ao ajuste fiscal e a melhora das condições econômicas, este percentual pode retornar para a casa dos 4%.

Fonte: Portal Planalto