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Reforma da Previdência tem apoio dos governadores, diz Temer

Retomada do Crescimento

De acordo com o presidente, governo federal tem desmontado “ciclo perverso” na economia
por Portal Planalto publicado: 08/11/2016 11h50 última modificação: 08/11/2016 17h02
Foto: Beto Barata/PR Presidente participou do Seminário Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil, em Brasília

Presidente participou do Seminário Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil, em Brasília

A busca por soluções para um déficit aproximado de R$ 150 bilhões na Previdência Social serviu para aproximar os estados da União em uma única tarefa federativa. Em discurso a empresários em Brasília, o presidente da República, Michel Temer, disse, nesta terça-feira (8), que a reforma da Previdência interessa não só ao governo federal, mas também aos governadores estaduais.

Segundo ele, governadores têm procurado o Palácio do Planalto para apoiar a proposta. “Os estados estão praticamente quebrados, fruto da Previdência Social. Os governadores querem incorporar-se numa tarefa federativa (...), porque interessa a União e aos estados”, disse Temer, no Seminário Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil, promovido pelo jornal Valor Econômico e patrocinado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na visão do presidente, é preciso por “o dedo nessa ferida”, em referência à previsão de que a Previdência Social chegará a um déficit aproximado de R$ 150 bilhões. Na semana passada, Temer disse, por meio do porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, estar decidido a enviar até o fim do ano ao Congresso Nacional um projeto de reforma do setor.

Ciclo perverso

O projeto será enviado após ampla discussão com trabalhadores, empresários e políticos. Por isso, Temer ressalta que a reforma é uma consequência da aprovação do teto dos gastos públicos. “Aprovado o teto de gastos, é fundamental que se faça a reforma previdenciária no Brasil. Ninguém está perseguindo aposentado”, afirmou, revelando a preocupação com o aumento do déficit nos próximos anos.

No discurso, o presidente disse que o governo está desmontando um “ciclo perverso” da economia. Uma das iniciativas tomadas foi a proposta de teto para os gastos públicos, como uma forma de reverter o “insustentável” padrão de despesas que se consolidou nos últimos anos.

“A superação dessa crise tão aguda exige um cuidado, exige um trabalho extraordinário, que nos permita seguir adiante. Devo dizer que esse é um ciclo perverso que estamos desmontando”, afirmou. Na visão do presidente, para interromper esse ciclo, é necessário estabelecer um limite geral para o orçamento.

Na abertura do evento, Temer reforçou que a PEC do teto de gastos não limita o investimento em saúde e educação. Ele lembrou que o governo, inclusive, aumentou os repasses para as duas áreas na proposta de Orçamento de 2017.

Geração de empregos

Aos empresários, o presidente também mostrou exemplos da recuperação do valor de mercado de empresas diante da melhora da confiança na economia do País. Ele ressaltou a valorização da iniciativa privada para contornar a crise, como nas concessões de projetos de infraestrutura. “Nós sabemos que o poder público não pode fazer tudo sozinho. Podemos juntos vencer essa crise que tomou conta do País”, disse.

Por isso, o presidente entende que a recuperação da confiança vai resultar em uma economia ativa e na geração de empregos. “Gerar empregos é o ponto fundamental. Evidentemente quando se fala em gerar empregos, fala-se no incentivo da indústria, do setor de serviços, do comércio, do agronegócio”, comentou.

Fonte: Portal Planalto