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Notícia

Portugal garante que atuará em defesa do acordo entre Mercosul e UE

Acordo bilateral

Encontro entre o presidente Michel Temer e o primeiro-ministro António Costa é o primeiro em três anos
por Portal Planalto publicado: 01/11/2016 18h48 última modificação: 03/11/2016 20h58
Foto: Beto Barata/PR Temer sugeriu que Portugal atuasse como voz do Mercosul nas negociações

Temer sugeriu que Portugal atuasse como voz do Mercosul nas negociações

O primeiro-ministro português, António Costa, garantiu, nesta terça-feira (1º), que Portugal vai atuar como “advogado” do Mercosul nas discussões de um acordo com a União Europeia. Durante encontro com Costa, o presidente da República, Michel Temer, sugeriu que os portugueses sejam a voz do Brasil na Europa para a formalização do acerto “o mais rápido possível”. 

“Até conversando com o ministro [das Relações Exteriores] José Serra, chegamos à conclusão de que Portugal poderia ser a voz do Brasil perante a União Europeia, com vistas a formalizarmos o mais rapidamente possível este acordo entre o Mercosul e a União Europeia”, disse Temer.

Em discurso no Palácio do Planalto, António Costa disse que o acordo entre os dois blocos pode estreitar ainda mais as relações entre Portugal e Brasil. “O Brasil contará sempre com Portugal. Não diria como porta-voz, mas pelo menos como advogado nas negociações entre a Europa e o Mercosul”, disse.

Na declaração à imprensa, Costa elogiou o presidente Michel Temer por ter feito questão de promover reuniões bilaterais entre os dois países, o que não acontecia há três anos. 

Acordo Mercosul-União Europeia

As negociações entre o Mercosul e a União Europeia para um acordo de livre comércio foram iniciadas em 1999, interrompidas em 2004 e relançadas em 2010. A associação entre as regiões envolve bens, serviços, investimentos e compras governamentais.

No primeiro semestre de 2016, os blocos trocaram ofertas tarifárias para continuar a negociar o acordo. A meta é reduzir impostos alfandegários, remover barreiras ao comércio de serviços e aprimorar as regras relacionadas a compras governamentais, procedimentos alfandegários, barreiras técnicas ao comércio e proteção à propriedade intelectual.

Fonte: Portal Planalto