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Meirelles aponta reforma da Previdência como próximo passo do ajuste

Retomada do Crescimento

Henrique Meirelles vê modificações em discussão como forma de acabar com distorções do sistema
por Portal Planalto publicado: 08/11/2016 15h29 última modificação: 08/11/2016 16h15
Foto: José Cruz/Agência Brasil Henrique Meirelles disse que mudança da idade acabará com distorções

Henrique Meirelles disse que mudança da idade acabará com distorções

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou, nesta terça-feira (8), que a reforma na Previdência Social é o próximo tema a ser enfrentado pelo governo para limitar o crescimento dos gastos públicos. Na visão dele, a mudança no sistema de aposentadorias e pensões deve corrigir "privilégios" que existem atualmente.

Meirelles participou, junto ao presidente da República, Michel Temer, de um seminário em Brasília sobre modernização da infraestrutura. Para o titular da pasta, estabelecer a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria, por exemplo, acabará com distorções que existem hoje no sistema previdenciário. "A Previdência é injusta, pois concede privilégios fundamentalmente para grupos menores de assalariados", disse.

“A questão da idade mínima atingirá fundamentalmente e principalmente grupos de assalariados com renda mais elevada”, afirmou. O ministro explicou que isso ocorrerá porque os trabalhadores de menor renda têm um comportamento mais frequente de entrada e saída do mercado formal. Eles têm, portanto, maior dificuldade de conseguir o benefício pelo tempo de contribuição.

Teto dos gastos

Para uma plateia de empresários, o ministro da Fazenda reafirmou que é indispensável aprovar a proposta de emenda à Constituição que limita os gastos e, na sequência, fazer a reforma da Previdência para garantir sustentabilidade à economia. Na avaliação de Meirelles, essas mudanças são “pré-condição para o País crescer com estabilidade de preços e voltar a gerar emprego e renda”.

De acordo com Meirelles, o estabelecimento do teto de gastos e a aprovação da reforma da Previdência trarão efeitos positivos para a economia brasileira. “Haverá redução estrutural da taxa de juros, a taxa de investimento e crescimento potencial serão aumentadas, a política monetária será mais eficaz”, afirmou.

Fonte: Portal Planalto