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Teto de gastos é preocupação com futuro do País, diz Temer em entrevista

Controle fiscal

Presidente apontou que governo deve concluir em breve proposta de reforma da Previdência, após conversar com centrais sindicais, governadores e líderes do Congresso
publicado: 06/10/2016 19h21 última modificação: 06/10/2016 19h21
Foto: Beto Barata/PR À rádio Jovem Pan, presidente destacou que Brasil não se encontraria na atual situação fiscal se a medida tivesse sido adotada antes

À rádio Jovem Pan, presidente destacou que Brasil não se encontraria na atual situação fiscal se a medida tivesse sido adotada antes

Em entrevista à rádio Jovem Pan, o presidente Michel Temer afirmou, na manhã desta quinta-feira (6), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que estabelece o teto dos gastos públicos, é uma preocupação com o futuro do País. Segundo ele, o Brasil não se encontraria na atual situação fiscal se a medida tivesse sido adotada antes.

“Nós estamos preocupados com o futuro. E daí, a PEC para conter os gastos públicos. Aliás, se me permite dizer uma coisa, ninguém pode gastar mais do que arrecada. Tem pesquisas revelando que se essa medida tivesse sido tomada há quatro, cinco anos atrás, na administração dos gastos públicos, nós não teríamos o déficit que temos hoje”, disse.

No início da tarde, o texto principal da PEC 241 foi aprovado, por 23 votos a sete, em comissão especial na Câmara dos Deputados.

Reforma da Previdência

Respondendo aos jornalistas sobre a reforma da Previdência, o presidente declarou que em cerca de duas semanas o governo deve ter os estudos sobre o tema concluídos e, então, encaminhará a proposta ao Congresso Nacional.

A proposta vem sendo estudada por técnicos do governo e representantes da sociedade civil, como as centrais sindicais. Líderes do Câmara e do Senado também serão ouvidos. Além disso, o presidente recebeu de governadores, em reunião nesta quinta-feira, a manifestação de apoio à medida. Dirigentes de todos os estados se reunirão para elaborar uma proposta conjunta para colaborar com o texto do governo federal.

“O déficit da Previdência é assustador. Nós temos mais de R$ 100 bilhões de déficit neste ano. No ano que vem, a projeção é de quase R$ 160 bilhões”, disse Temer, ao ressaltar a necessidade de se priorizar a medida. “Em um dado momento, alguém vai bater às portas do governo para receber a pensão, a aposentadoria e não vai ter dinheiro. Nós temos que tomar as medidas agora de natureza legislativa, executiva, para produzir resultados mais adiante.”

Perguntado ainda sobre o resultado de pesquisas de opinião, o presidente apontou qual é uma das principais preocupações a frente do governo: “Eu quero é ter apoio, ter aplauso é daqueles que estão desempregados. Eu estou preocupado em colocar o Brasil nos trilhos”, declarou. "Tenho dito com frequência, que se chegar o final do governo e tiver 5% de avaliação positiva mas os 12 milhões de desempregados estiverem empregados, eu me dou por satisfeito”.

Clique aqui e confira o áudio com a entrevista completa.

Fonte: Portal Planalto