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Temer garante que reforma da Previdência não prejudicará trabalhadores

Controle fiscal

Em entrevista, presidente afirma que governo não reduzirá direitos adquiridos e buscará transição “suave” para quem ainda está na ativa
por Portal Planalto publicado: 06/10/2016 10h44 última modificação: 06/10/2016 13h27
Exibir carrossel de imagens Foto: Marcos Corrêa/PR Presidente afirmou que reforma não irá retirar os direitos já adquiridos pelos trabalhadores nem prejudicar quem já está trabalhando

Presidente afirmou que reforma não irá retirar os direitos já adquiridos pelos trabalhadores nem prejudicar quem já está trabalhando

O presidente Michel Temer garantiu que a Reforma da Previdência, em estudo pelo governo, não irá retirar os direitos já adquiridos pelos trabalhadores nem prejudicar quem já está trabalhando. A afirmação foi feita em entrevista ao Grupo Bandeirantes, que foi ao ar na noite dessa quarta-feira (5).

"Nós vamos ter quase mais de R$ 100 bilhões de déficit na Previdência neste ano. Ano que vem, projetam-se R$ 140 ou R$ 150 bilhões do déficit previdenciário. Então, haverá um dado momento em que o aposentado vai bater às portas do poder público, que não vai ter como pagar. Mas eu quero dizer o seguinte: nós não vamos, por exemplo, afetar ou alterar os diretos já consolidados, os chamados direitos adquiridos. Nós vamos preservar isso. Estamos montando uma reforma da Previdência que seja eficiente para o futuro, mas que seja suave, digamos, para quem está trabalhando."

Temer também falou sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) enviada pelo governo ao Congresso Nacional, que limita o aumento dos gastos públicos pelos próximos 20 anos. O presidente afirmou que a medida irá beneficiar a economia a longo prazo.

"Se esse teto dos gastos tivesse sido formulado há cinco anos, nós não teríamos déficit a essa altura no Brasil”, disse. O presidente lembrou que, sempre que se discute corte de gastos no País, há insatisfação por parte de grupos da sociedade. Para Temer, porém, é preciso garantir hoje condições do Estado honrar compromissos futuros, e o teto de gastos públicos vai nessa direção. “É claro que, quando se tem uma restrição, alguém vai reclamar, mas, se você explicar, a pessoa vai entender que a restrição de hoje pode ser um benefício amanhã.”

Após estabelecer o teto de gastos e encaminhar a reforma previdenciária, o próximo passo para garantir a sustentabilidade do crescimento econômico e reduzir a burocracia no País será focar na reforma trabalhista, que atualmente encontra-se sob estudo de setores da sociedade civil. "Se os Tribunais Superiores, interpretando a Constituição em consolidação com as leis do trabalho, fizerem essa reforma, nem precisaremos levar isso adiante”, comentou Temer.

O presidente da República ainda destacou o compromisso que os parlamentares têm firmado com as propostas que o governo vem apresentando para retomar o crescimento do Brasil. Segundo Temer, "o Legislativo brasileiro tem consciência das dificuldades" e está "colaborando para tirar o País da crise".

Fonte: Portal Planalto