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Desenvolvimento do Paraguai beneficia o Brasil, diz embaixador brasileiro

Relações Internacionais

Estreitamento das relações comerciais bilaterais está na pauta de encontro entre Michel Temer e Horacio Cartes, nesta segunda-feira (3), em Assunção
por Portal Planalto publicado: 03/10/2016 09h31 última modificação: 03/10/2016 13h32
José Cruz / Agência Senado Embaixador brasileiro no Paraguai, José Felicio, afirmou que comércio bilateral foi de US$ 3,3 bilhões em 2015

Embaixador brasileiro no Paraguai, José Felicio, afirmou que comércio bilateral foi de US$ 3,3 bilhões em 2015

A visita oficial do presidente Michel Temer ao Paraguai, nesta segunda-feira (3), tem como um dos principais objetivos o estreitamento das relações comerciais entre os dois países. O Brasil já é o principal destino das exportações do país vizinho e o principal fornecedor de produtos. Em 2015, o intercâmbio bilateral alcançou US$ 3,3 bilhões, e nos primeiros oito meses deste ano alcançou US$ 2,1 bilhões.

Em entrevista exclusiva ao Portal Planalto, o embaixador brasileiro no Paraguai, José Felicio, destacou que é benéfico ao Brasil o crescimento econômico de seu vizinho. 

“Há uma reciprocidade muito grande em relação ao Brasil, e o desenvolvimento econômico do Paraguai interessa muito ao nosso País. A ampliação da planta industrial instalada, o aumento na formalização da economia e dos impostos e na geração de empregos nos beneficiam, visto que o Paraguai tem no Brasil seu principal parceiro comercial”, afirma. Esse cenário tem o potencial de fomentar ainda mais o comércio bilateral que é caracterizado por elevada porcentagem de produtos de alto valor agregado. No ano passado, 93,7% das exportações brasileiras ao Paraguai foram compostas de produtos manufaturados.

Por outro lado, exemplifica o embaixador, nos últimos três anos ocorreu uma maior abertura do Paraguai para empresas estrangeiras. “No governo do presidente Horacio Cartes tem havido um esforço muito grande de modificação da imagem do Paraguai no exterior e tem ocorrido uma busca para atrair novos investimentos”, aponta. 

Somente neste período, empresas brasileiras investiram lá US$ 350 milhões, atingindo um estoque de US$ 750 milhões em investimentos, ficando atrás apenas de empresas americanas, com US$ 850 milhões. Os investimentos brasileiros se concentram principalmente nos setores da agricultura e da indústria.

A presença dos brasileiros contribuiu ainda para o aprimoramento das técnicas de cultivo, melhoria da qualidade e aumento da produção de grãos, como soja, milho e trigo. No caso deste último, 98% da produção é destinada a atender ao mercado brasileiro.

Há ainda potencial de aumento na parceria comercial em função do desenvolvimento recente da indústria paraguaia nos setores farmacêutico e de autopeças também é positiva ao comércio bilateral, com capacidade de aumentar as exportações e atender à demanda do mercado brasileiro.

Acordos em estudo

O embaixador também destaca na entrevista que há alguns acordos sendo negociados entre os dois países, que fortalecerão ainda mais as relações bilaterais. Um deles visa ampliar a oferta de internet banda larga ao Paraguai por meio de ligação de uma linha de fibra óptica desde o Brasil. Isso permitiria àquele país ter acesso a cabos de fibra ótica do Oceano Atlântico, ao mesmo tempo que deixaria de ser dependente exclusivo da ligação com a Argentina. Já existe estrutura de fibra ótica montada na linha de transmissão de energia elétrica que liga Itaipu a Assunção.

No setor automotivo, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e seu correspondente paraguaio estudam um acordo que envolve o comércio de autopeças entre os dois países. No campo da logística para escoamento de grãos para exportação, há uma proposta para estimular o transporte da produção do Estado do Mato Grosso do Sul pela hidrovia Paraguai-Paraná, o que permitiria diminuir os custos com o transporte rodoviário.

Há ainda acordos em estudo para melhoramento das comunicações telefônicas em região de roaming em fronteiras; cooperação no campo do juízo penal; e sobre comunidades fronteiriças vinculadas.

Fonte: Portal Planalto