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Brasil e Argentina buscam formalizar acordo entre Mercosul e UE, diz Temer

Relações internacionais

Em visita oficial, o presidente da República firmou compromisso de trabalhar em conjunto com o colega Maurício Macri para fortalecer o bloco como instituição sul-americana
por Portal Planalto publicado: 03/10/2016 17h28 última modificação: 03/10/2016 17h28
Foto: Beto Barata/PR Michel Temer e o presidente da Argentina, Maurício Macri, durante declaração à imprensa

Michel Temer e o presidente da Argentina, Maurício Macri, durante declaração à imprensa

O presidente da República, Michel Temer, e o presidente da Argentina, Maurício Macri, defenderam, em reunião nesta segunda-feira (3), a flexibilização de regras do Mercosul. Em declaração à imprensa, Temer disse que há uma “identidade de posições” com o governo argentino, com o qual deseja reforçar relações políticas e comerciais.

Temer firmou compromisso de trabalhar em conjunto com Macri para fortalecer o Mercosul como instituição sul-americana e reforçou que um dos principais interesses do grupo neste momento é garantir a formalização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

Durante o encontro, os presidentes concordaram que Brasil e Argentina passam problemas similares no enfrentamento ao desemprego e à pobreza. Temer ressaltou o trabalho para superar dificuldades comerciais entre os dois países e comentou iniciativas tomadas pelo governo federal para gerar credibilidade e atrair investimentos.

“No Brasil, mais do que nunca, nós temos dito que o poder público não pode fazer tudo por sua conta. (...) O que se quer, no Brasil, são investimentos produtivos, uma integração muito grande entre a classe dos trabalhadores e dos empregadores, para o combate ao desemprego”, disse.

Na declaração à imprensa, Temer também reiterou a posição dos países-membros do Mercosul a respeito da Venezuela. Segundo ele, o país tem até o dia 2 de dezembro para cumprir com requisitos necessários para sua integração definitiva ao bloco.

“Pelo menos do lado brasileiro, nós temos alguma preocupação - e já expressado pela nossa chancelaria - com a preservação dos direitos políticos e dos direitos humanos na Venezuela. Essa não é uma questão de Estado, é uma questão do governo de lá, como se encontra neste momento”, afirmou.

Fonte: Portal Planalto