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Serra defende energia limpa e livre-comércio no G20

Relações Exteriores

Em almoço com chanceleres do bloco, o ministro assegurou que o Brasil continuará produzinho medicamentos genéricos mais baratos
por Portal Planalto publicado: 04/09/2016 13h47 última modificação: 05/09/2016 12h46

Durante um almoço entre os chanceleres de países que integram o G20 em Hangzou, na China, o ministro das Relações Exteriores, José Serrá afirmou que debateu com os demais representantes do bloco interesses do Brasil no que diz respeito às relações comerciais, energia limpa e produção de medicamentos.

Serra relatou que está em curso um processo de primarização da economia, que prejudica o País. Segundo o ministro, a tributação escalonada de commodities conforme a complexidade dos processos pelos quais passam os produtos reduz os preços de exportação. 

"Esse mecanismo que faz os países exportadores gerarem menos emprego na sua economia. Esse ponto tem de ser melhor tratado nas discussões internacionais, eu insisto nisso."

Por isso, ele defendeu a redução de práticas protecionistas de modo que as regras para o comércio sejam mais justas. 

"Não sou contrário que abramos mais a economia, sou a favor da reciprocidade. Toma lá, dá cá. Comércio tem de ser isso. Liberalização sim, sempre que seja recíproca", ponderou. "Creio que é legítimo que os países tenham interesses, mas é legítimo também que defendamos os nossos interesses dentro dessa batalha que se travou na economia mundial por mercados", completou o ministro. 

O chanceler abordou, ainda, a questão da geração de energia limpa, sobretudo, a partir do etanol obtido da celulose e do lixo vegetal. "É racional que o mundo caminhe para o etanol 2. Não é o único nem a solução final para os problemas relacionados ao meio ambiente, mas tem muito a ver com o Brasil."

O ministro também criticou o posicionamento dos países desenvolvidos em relação à produção de remédios genéricos, ao afirmarem que esse tipo de produto inviabiliza o direcionamento de recursos para pesquisas com antibióticos. O chanceler reconheceu que a resistência da população a esses medicamentos tem aumentado, mas reiterou que o Brasil não vai reduzir a produção de genéricos. 

"Temos de manter a possibilidade dos genéricos, eu reafirmei que o Brasil, independentemente de qualquer articulação internacional, vai manter sua ofensiva permanente na produção de genéricos e baratear medicamentos."

Fonte: Portal Planalto