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Protagonismo na discussão climática é uma das marcas do Brasil na ONU

Relações Internacionais

Representante permanente brasileiro junto às Nações Unidas, o embaixador Antônio Patriota diz que ações do País nos posicionam como "líder de fato"
por Portal Planalto publicado: 18/09/2016 13h02 última modificação: 19/09/2016 19h55
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil O embaixador Antônio Patriota é representante permanente brasileiro junto às Nações Unidas

O embaixador Antônio Patriota é representante permanente brasileiro junto às Nações Unidas

Chefes de estado de 193 países estarão reunidos em Nova York (EUA) a partir desta terça-feria (20), na 71ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Segundo o representante permanente do Brasil junto às Nações Unidas (ONU), o embaixador Antônio Patriota, o evento é uma oportunidade para que as nações estabeleçam novos acordos bilaterais e apresentem suas visões sobre os principais temas da agenda internacional.

De acordo com Patriota, o discurso do presidente Michel Temer na abertura do evento é bastante esperado, uma vez que o Brasil é uma das principais lideranças nos debates que levaram ao Acordo de Paris sobre a mudança do clima .

“Entre os países em desenvolvimento, o Brasil é o país que assumiu os objetivos mais ambiciosos de redução de emissão de gases de efeito estufa, de uma maneira voluntária, até mesmo antes do acordo de Paris ter sido concluído. Isso nos posiciona de uma maneira muito favorável e positiva como líder de fato”, salienta.

Além disso, o evento debaterá ações de solidariedade e recepção a refugiados e migrantes estrangeiros. Patriota salienta que o Brasil e a América Latina estão entre os poucos que reconhecem como refugiados também aqueles que fogem de desastres naturais e de fenômenos de mudança do clima.

"Foi esse o espírito que presidiu a aceitação do Brasil após a recepção de refugiados haitianos. E, agora, mais recentemente, de um número significativo de sírios, mais de dois mil que obtiveram status de refugiados entre os nove mil que chegaram ao País", completou.

Desde 1949, o Brasil é o primeiro orador do debate, seguido pelos Estados Unidos, que exerce a condição de anfitrião.

Essa será a última vez que o secretário-geral, Ban-Ki Moon, presidirá o evento. Na ocasião, um novo representante será eleito pelos integrantes da ONU. A Assembleia Geral é o principal órgão deliberativo da ONU. É nela que todos os países têm o mesmo voto, o mesmo poder.