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Plano estratégico da Petrobras prevê redução de dívidas pela metade até o fim de 2018

Gestão

Objetivo do plano é reduzir déficit da estatal, permitindo que ela volte a crescer até 2021, garante Pedro Parente
por Portal Planalto publicado: 27/09/2016 14h42 última modificação: 27/09/2016 17h01
Parente comentou ainda que a direção da Petrobras realiza estudos para equiparar os preços nacionais dos combustíveis aos dos internacionais

Parente comentou ainda que a direção da Petrobras realiza estudos para equiparar os preços nacionais dos combustíveis aos dos internacionais

O programa estratégico da Petrobras para os anos de 2017 a 2021 foi apresentado, nesta terça-feira (27), ao presidente Michel Temer pelo presidente da estatal, Pedro Parente.

O objetivo do plano é reduzir o déficit da Petrobras pela metade já nos primeiros dois anos da ação, ou seja, até 2018, permitindo que a estatal volte a crescer nos três anos seguintes. Dessa forma, no fim do período, a estatal deve produzir 3,4 milhões de barris de óleo e gás por dia. Isso, de acordo com Parente, a colocaria entre as maiores do setor.

"A empresa tem uma dívida total que supera aos US$ 120 bilhões", disse, com exclusividade ao Portal Planalto, o presidente da Petrobras, explicando se tratar da dívida bruta da companhia. "Quando a gente desconta o caixa da empresa, naturalmente [a dívida] cai, mas isso representa uma dívida que é cinco vezes a nossa geração de caixa anual e, para ter uma empresa que seja realmente saudável, a gente precisa trazer para um nível correspondente à metade dessas cinco vezes. Então, o plano prevê que, no final de 2018, estaremos com uma dívida que vai corresponder a, no máximo, duas vezes e meia a nossa geração operacional de caixa", disse.

Nos próximos cinco anos, a Petrobras pretende investir cerca de US$ 74 bilhões. O valor será destinado ao aumento da produção da empresa e à manutenção do parque de refino e gás.

"Nós temos cerca de US$ 60 bilhões desse total, que são destinados à exploração e produção, nós vamos, neste período de cinco anos, aumentar a produção de óleo e gás da Petrobras, mas também tem uma parte importante de investimento que é o chamado Investimento para a manutenção do nosso parque de refina, em condições de funcionamento ideais. Então, esse é basicamente o nosso programa de investimentos."

Na entrevista, Parente comentou a declaração dada nesta terça-feira (27) pela diretora executiva para a América Latina da agência de classificação de risco Moody's, Susan Knapp, que afirmou a jornalistas ter percebido uma "diminuição das incertezas no Brasil" com a definição do processo de impeachment e a volta da Petrobras ao mercado de capitais. Para Parente, isso demonstra que a estatal está agora na direção certa para se recuperar.

"Eu fico obviamente satisfeito com a observação. De nossa parte, o que existe, realmente, é um comprometimento de todo time [da empresa]. Esse é um trabalho de time, não é uma trabalho de uma pessoa só, nem poderia ser, mas é da diretoria, do Conselho de Administração, dos nossos gerentes em todos os níveis, da nossa força de trabalho, para que isso possa ser visto com mais clareza ainda de que, de fato, a Petrobras está agora na direção da sua recuperação, de seu crescimento", afirmou.

Preços

Parente comentou, ainda, que a Petrobras realiza estudos para equiparar os preços nacionais dos combustíveis aos do mercado internacional.

"Sem dúvidas, a empresa está discutindo uma política de preços", disse o executivo, frisando que a política de preços "tem de levar em conta a paridade internacional". "Então, logo que concluirmos a discussão desse assunto no âmbito da diretoria executiva, nós estaremos informando ao nosso Conselho de Administração e informando ao mercado também."

Fonte: Palácio do Planalto