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Para ONGs, ratificação do Acordo de Paris coroa liderança internacional do País

Sociedade Civil

Marcelo Furtado, da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, destaca a importância do protagonismo do País no assunto
por Portal Planalto publicado: 12/09/2016 19h20 última modificação: 12/09/2016 19h20

Com a ratificação do Acordo de Paris pelo presidente Michel Temer nesta segunda-feira (12), o Brasil se posiciona como uma das primeiras grandes economias do mundo a confirmar os compromissos assumidos globalmente para enfrentar o desfio das mudanças climáticas. De acordo com Marcelo Furtado, representante da ONG Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, o ato confirma o protagonismo do País nas discussões sobre o tema.

“Historicamente, nas discussões de mudança climática, o Brasil sempre teve um papel muito importante. Eu diria que em particular no Acordo de Paris, sem a participação brasileira ele não teria acontecido. O que significa que a ratificação do Acordo pelo Brasil é a coroação de uma liderança internacional extremamente importante”, avaliou.

Com ratificação do texto, o governo federal se compromete a reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 37% até 2025, e em 43% até 2030 – tendo como parâmetro as emissões registradas pelo País em 2005. O Acordo de Paris foi concluído em dezembro de 2015, pelos 197 países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

O protagonismo do Brasil no assunto também foi ressaltado pelo secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, que reforçou a expectativa das organizações da sociedade civil em relação aos próximos passos para implementar as metas estabelecidas.

“A ratificação pelo Brasil hoje é uma sinalização importante para o mundo. O Brasil, junto com China e Estados Unidos, se torna uma das três grandes economias do mundo a ter feito a ratificação, o que nos permite começar a acelerar a discussão de como a gente vai implementar as ações para redução de emissões”, declarou.

Para Marcelo Furtado, o País reúne todas as condições para manter o protagonismo internacional e colocar em práticas ações para alcançar os objetivos assumidos.

“Agora vem a segunda fase que é extremamente importante para transformar o que está no papel em realidade. E isso a gente vai fazer dentro do nosso País e liderando, estimulando a que outros países sigam o mesmo caminho”, afirmou.