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Notícia

O que é superávit primário e por que ele é importante

Entenda

Ter as finanças equilibradas garante ao País melhores condições para crescer, atrair investimentos e gerar empregos
por Portal do Planalto publicado: 16/09/2016 16h29 última modificação: 21/03/2017 17h19

O governo é como uma família. Ele precisa de recursos para quitar as contas com saúde, educação, segurança e outras despesas. Para pagar todas essas contas, vamos supor que são necessários R$ 100.

Semelhante a um consumidor, o governo também faz empréstimos. Esse financiamento, no entanto, é de longo prazo e a dívida total só precisa ser paga no vencimento do contrato.

Enquanto a dívida não é totalmente quitada, o governo paga os juros dessa operação. No entanto, para quitar essa despesa de juros, ele precisa pagar todas as suas despesas correntes (saúde, educação etc) e fazer com que sobre um valor suficiente para honrar os compromissos desse empréstimo.

Se ele consegue juntar dinheiro suficiente para pagar todas as suas contas mais os juros do financiamento, o governo consegue formar um superavit primário.

Qual a importância do superávit primário

Quanto maior é essa sobra ou poupança para pagar os juros, mais capacidade o governo tem de arcar com os seus compromissos e o País passa a ser visto como mais forte e como de menor risco para investidores.

Para formar superávit, o governo precisa fazer uma poupança. Para isso, é preciso gastar em ritmo menor do que se arrecada. No entanto, se a arrecadação estiver em baixa, outra opção é elevar os impostos.

No Brasil, desde 2012 há uma dificuldade para formar essa sobra no caixa. O esforço do governo para gastar menos do que se arrecada veio diminuindo de lá para cá. O País, nesse movimento, passou a registrar déficit primário, ou seja, as contas ficaram no vermelho.

Histórico das contas públicas

Em 2012 houve uma sobra de R$ 104,9 bilhões, cifra menor que os R$ 128,7 bilhões do ano anterior. Esse movimento de queda nos superávits seguiram nos anos seguintes, com recuo para R$ R$ 91,3 bilhões em 2013; e R$ 32,5 bilhões em 2014.

Com isso, em 2015 o Brasil registrou o primeiro déficit primário desde que se começou a fazer esse cálculo. O rombo chegou a R$ 111,2 bilhões.

Esse número representa um desequilíbrio nas contas públicas e tem implicações sobre a vida de todos os brasileiros – se falta dinheiro, o governo precisa de mais recursos da sociedade para se financiar.

Projeções para as contas públicas

Agora, depois de medidas adotadas para corrigir essa trajetória de piora fiscal, o governo projeta que a partir de 2019 o País volte a ter dinheiro suficiente para pagar os seu juros e reduzir a dívida pública. A previsão é de gerar uma poupança de R$ 16,9 bilhões daqui a três anos.

 O que é superávit primário e por que ele é importante

Fonte: Portal do Planalto, com informações do Banco Central e do Ministério do Planejamento