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Notícia

Em entrevista a jornal, Temer garante mais recursos para a educação e a saúde

Retomada do crescimento

Ao O Globo, presidente reforça que proposta de reforma da Previdência será construída com a participação dos trabalhadores
por publicado: 11/09/2016 16h50 última modificação: 14/10/2016 17h40

A formulação da Proposta Orçamentária 2017, pelo governo federal, previu aumentos acima do mínimo constitucional dos investimentos para as áreas da educação e da saúde, afirmou o presidente Michel Temer em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste domingo (11).

Respondendo aos jornalistas sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um teto para os gastos públicos, Temer garantiu que a medida não só não representará prejuízo para a educação e a saúde, como prevê mais recursos federais para as duas áreas.

“Pode examinar o Orçamento do ano que vem e vocês verão que nós mantivemos os gastos deste ano e ainda acrescentamos. A ideia é mantê-los. Porque o teto de gastos é o teto geral”, explicou o presidente.

Ao ser perguntado sobre reforma da Previdência, Temer disse que essa é uma medida necessária para garantir o direito dos trabalhadores à aposentadoria. “Diz respeito ao futuro. Se você não consertar agora, daqui a 10, 12 anos, tem gente que vai bater na porta lá na frente e não vai receber [a aposentadoria]. É uma questão de Estado. Interessa para mim? Não, interessa para todos”, declarou.

Temer ressaltou que a proposta de reforma da Previdência, ainda em estudo pelo governo, será resultado de uma construção com a colaboração dos representantes dos trabalhadores e também do Legislativo. 

“Essas ideias amadureceram muito, viu, mas elas não estão concluídas. Se estivessem, eu já teria mandado. Quero reunir os líderes [da base aliada] em algum momento, quero fazer uma reunião com as centrais sindicais, então vou levar um tempinho para fazer tudo isso”, apontou. 

Economia
Ao responder sobre o cenário econômico atual, o presidente declarou que a situação é “extremamente preocupante”. Não por acaso, disse Temer, ainda há no País 12 milhões de desempregados e o orçamento deste ano prevê déficit primário nos gastos públicos de R$ 170 bilhões - valor que não considera, ainda, os recursos para o pagamento de juros da dívida pública.

“A gente tem que fazer com que a economia venha a reagir. Você tem que trabalhar para atrair os mais variados investimentos para recuperar a economia do País. Mas, antes de recuperar a economia propriamente dita, você tem que recuperar a confiança. E os dados da confiança, primeiro havia uma certa esperança, que agora está se convertendo em confiança”, afirmou.

Para Temer, a confiança é o primeiro passo para você gerar o crescimento do País. "Acho que, nesses próximos meses, especialmente quando nós aprovarmos o teto de gastos, quando encaminharmos a reforma da Previdência e ela começar a se processar no Congresso, o País vai crescer. Crescendo, cresce a arrecadação. Se cresce a confiança, cresce a arrecadação, cresce a estabilidade social”, afirmou.

Fonte: Portal Planalto