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BRICS acatam proposta brasileira de licenciamento de remédios

Brasil na ONU

Ideia é fazer uma ação comum sobre medicamentos para barateamento da produção entre os países membros do bloco – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul
por Portal Planalto publicado: 20/09/2016 19h45 última modificação: 21/09/2016 11h11
Foto: Agência Brasil/Arquivo José Serra destacou que decisão pode ter impacto enorme em todo mundo

José Serra destacou que decisão pode ter impacto enorme em todo mundo

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, anunciou, em entrevista coletiva nesta terça-feira (20), que foi acolhida proposta brasileira de ação comum sobre medicamentos entre membros do BRICS, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Em conversa com a imprensa, José Serra disse que ministros do bloco discutiram como os países podem trabalhar em comum pelo licenciamento de remédios, a exemplo do que foi feito na gestão de Serra quando ministro da Saúde, no governo de Fernando Henrique Cardoso.

A ideia é fazer uma ação comum, por meio de licenciamento compulsório de medicamentos e barateamento da produção. Atualmente, há mais de 1,7 bilhão de pessoas sem acesso a medicamentos, segundo o ministro.

José Serra afirmou ainda que decisão pode ter impacto enorme em todo mundo. "Nós vivemos numa época que se diz que tem excesso de medicamentos, mas isso é para alguns setores da população. Para outros, falta. E essa ideia foi acolhida, tanto que faz parte da declaração de hoje. A discussão continua em GOA, na Índia. Medicamentos de amplo acesso que sejam essenciais e cujo preço não permita que os governos deem conta. São esses os dois critérios", relatou o ministro aos jornalistas.

Conselho de Segurança da ONU

José Serra reúne-se nesta quarta-feira (21) com chanceleres do G4, grupo formado por Alemanha, Japão, Índia e Brasil, para debater o Conselho de Segurança da ONU. "Vamos discutir uma mudança de metodologia do conselho, ainda ligada à Segunda Guerra Mundial", disse. Serra confirmou que o Brasil continua a propor mudanças na estrutura do Conselho, que tem cinco membros permanentes com poder de veto.

Fonte: Portal Planalto

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