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Base curricular será discutida com a sociedade, diz Mendonça Filho

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Segundo ministro da Educação, nenhuma disciplina será excluída do atual currículo do ensino médio. Medida será debatida com a sociedade em seminários
por Portal Planalto última modificação: 22/09/2016 20h08

O ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou nesta quinta-feira (22) que o Novo Ensino Médio brasileiro será muito mais flexível para que os jovens definam suas prioridades com base em seus objetivos profissionais. Em entrevista exclusiva ao Portal do Planalto, o ministro disse que a base curricular comum será discutida com a sociedade e que nenhuma disciplina atual será excluída.

A medida provisória apresentada hoje prevê que metade da carga horária curricular será composta pela Base Nacional Comum Curricular e a outra metade, por áreas de conhecimento específicas: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. A base curricular será discutida em uma série de seminários com a sociedade, e a previsão é aprova-la em meados de 2017.

“Nenhuma disciplina atual será excluída do currículo e toda a Base Nacional Comum Curricular será decidida de forma muito ampla, democrática, para que possa consagrar uma unidade curricular do Brasil como um todo”, disse o ministro.

A medida tira a rigidez do atual currículo, que estabelece 13 disciplinas obrigatórias durante os três anos de ensino médio.

“O novo ensino médio vai ser muito mais flexível, onde a gente vai ter uma base nacional comum a ser seguida e acompanhada por todos os estados do brasil, as redes estaduais, os sistemas estaduais de educação, e a partir da metade para o fim do ensino médio haverá maior flexibilidade onde cada jovem pode fazer seu percurso, a partir da sua vocação".

Segundo Mendonça Filho, os Estados terão autonomia na transição do currículo.

“A gente não tem nenhuma imposição no sentido de que tenha que se dar a aprovação desse novo modelo. Ela tem que ser gradual, nada muda na educação do nível médio atual, nas redes privadas e públicas, e cada Estado definirá sua aplicação a partir da velocidade e do planejamento que definir". 

O ministro também destacou a meta de incluir 500 mil alunos em escolas de tempo integral até o final de 2018. Para isso, o governo federal vai investir R$ 1,5 bilhão para apoiar iniciativas estaduais para transformar escolas em tempo integral.