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Temer anuncia retomada de obras paradas para viabilizar crescimento

Recuperação econômica

Em evento no Planalto com representantes da construção civil, presidente em exercício afirma que governo deverá concluir 1.519 projetos inacabados
publicado: 11/08/2016 15h36 última modificação: 11/08/2016 17h45

O governo irá retomar a construção de 1.519 obras atualmente inacabadas, localizadas, especialmente, em cidades do interior do País e cuja conclusão trará grande impacto social para a população. O anúncio foi feito, nesta quinta-feira (11), no Palácio do Planalto, durante encontro do presidente em exercício, Michel Temer, com representantes da indústria da construção civil.

“São obras importantes para pequenas cidades do interior, são creches, são quadras de esporte”, enumerou o presidente em exercício. Michel Temer explicou que são, ao todo, 1.519 obras, com valor para conclusão estimado entre R$ 500 mil e R$ 10 milhões e que irão custar ao governo federal R$ 1,8 bilhão. O presidente garantiu que essas obras serão concluídas “em pouco tempo”. “Isso significa o chamamento do pessoal da construção civil”, afirmou.

O presidente lembrou que o governo federal já vem adotando medidas para incentivar a construção civil, como a ampliação do crédito imobiliário pela Caixa Econômica federal. “Também, para incentivar a construção civil, nós estabelecemos, mesmo para os financiamentos da Caixa, que eles passariam de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões, o que aumenta a possibilidade [de oportunidades para] a construção civil.”

Michel Temer afirmou, ainda, que esse incentivo ao setor é importante para a retomada do crescimento econômico, pois a indústria da construção é uma das maiores geradoras de emprego e renda no País. “Na área da construção civil, é onde mais se verifica a possibilidade da difusão do emprego. E nós sabemos e devemos enfatizar que o emprego é o primeiro dos direitos sociais. Não há coisa mais indigna do que estar desempregado.”

Harmonia entre Poderes

Durante o discurso, o presidente em exercício, Michel Temer, também defendeu que os três Poderes devem manter o equilíbrio e trabalhar em harmonia, especialmente no caso de votações no Congresso Nacional. “O Poder Executivo não é um poder autoritário. É um poder que compreende a equação dos poderes, é um poder que sabe que quem governa é o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. E, portanto, toda negociação, todo ajustamento com o Poder Legislativo, é exata e precisamente para aprimorar as instituições nacionais”, afirmou.

Ele citou como exemplo desse diálogo o projeto de renegociação da dívida dos Estados, cujo texto-base foi aprovado esta semana pela Câmara dos Deputados. Temer avaliou que o projeto vai ajudar as unidades da Federação e ao mesmo tempo limitar os gastos públicos locais.

“Nós mandamos um projeto de emenda constitucional restringindo os gastos que serão revisáveis apenas pela inflação. Com isso, falamos, de um lado, de um ajuste fiscal vigoroso. Mas, ao mesmo tempo, nós sabemos que a União só será poderosa, forte, indispensável se os Estados também o forem. Por isso, nós acabamos fazendo uma repactuação da dívida dos Estados, fornecendo a eles a possibilidade de um fôlego, de um respiro por um bom período”.

Fonte: Portal Planalto