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Governo brasileiro convoca embaixadores da Venezuela, do Equador e da Bolívia

Relações Exteriores

Chanceler José Serra condena a decisão da Venezuela em congelar as relações com o Brasil e pede que países “se informem melhor” sobre a legalidade dos atos do Congresso brasileiro
por Portal Planalto publicado: 31/08/2016 20h58 última modificação: 01/09/2016 11h27
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil Serra conversou com o Portal Planalto pouco antes de embarcar com a China, onde participará, junto com o presidente Michel Temer, da Cúpula de Líderes do G20

Serra conversou com o Portal Planalto pouco antes de embarcar com a China, onde participará, junto com o presidente Michel Temer, da Cúpula de Líderes do G20

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, convocou, nesta quarta-feira (31), os embaixadores brasileiros na Venezuela, no Equador e na Bolívia para consulta. A medida foi tomada em resposta à decisão desses governos em chamar de volta seus representantes diplomáticos após a aprovação do impeachment de Dilma Rousseff, no Senado Federal.

Em entrevista ao Portal do Planalto, Serra criticou a decisão da Venezuela em congelar as relações com o Brasil. 

“A manifestação do governo venezuelano reflete, em primeiro lugar, um futuro desconhecimento da realidade do Brasil, da Constituição [brasileira], das leis e daquilo que aconteceu. Tudo dentro das estritas normas da democracia. Mais ainda, a Venezuela, o governo venezuelano, não tem nenhuma moral para falar em democracia, uma vez que eles não adotam um regime democrático. Basta dizer que a Venezuela tem prisioneiros políticos. Um país que tem prisioneiros políticos não vive numa democracia”, disse Serra.

 

Sobre as posições do Equador, da Bolívia e de Cuba, que criticaram o processo de impeachment, o ministro pediu para que os chefes de Estado desses países se informem melhor sobre a legalidade dos atos do Congresso brasileiro. 

“Eu faço um chamado para que os chefes de governo e Estado desses países se liguem mais à realidade, aquilo que, de fato, está acontecendo no Brasil. Uma mudança prevista dentro da Constituição e das leis.”

O assunto foi tratado também em duas notas emitidas nesta quarta-feira (31) pelo Itamaraty. Na primeira, o órgão diz lamentar as manifestações de "incompreensão dos governos da Bolívia, do Equador e de Cuba" a respeito do impeachment de Dilma Rousseff. Na segunda, o Ministério das Relações Exteriores diz "repudiar" os termos do comunicado emitido pelo governo venezuelano também sobre o momento político brasileiro.

Fonte: Portal Planalto