Você está aqui: Página Inicial > Acompanhe o Planalto > Notícias > 2016 > 07 > Temer defende unificação da base aliada no Congresso em entrevista ao Estadão

Notícia

Temer defende unificação da base aliada no Congresso em entrevista ao Estadão

Entrevista

Segundo o presidente em exercício, é preciso que a base atue em conjunto no Congresso Nacional
por Portal Planalto publicado: 15/07/2016 12h42 última modificação: 15/07/2016 12h42
Presidente em exercício, Michel Temer, durante entrevista para o jornal O Estado de São Paulo

Presidente em exercício, Michel Temer, durante entrevista para o jornal O Estado de São Paulo

Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo nesta sexta-feira (15), o presidente em exercício, Michel Temer, ressaltou a forma harmônica com que a Câmara dos Deputados conduziu a eleição para a nova Presidência da Câmara dos Deputados, vencida pelo deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), em segundo turno sobre o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), e pediu a unificação da base aliada.

"O Congresso quis dar uma mensagem de apoio ao governo, com os dois candidatos que foram para o segundo turno. Acho que está havendo uma distensão na Câmara (…) o que restou de tudo isso foi apoio ao governo", disse.

Segundo Temer, é preciso que a base atue em conjunto no Congresso Nacional. "Acho que tem de haver hegemonia da base. Por quem ela é composta pouco importa. Se eu falar em hegemonia de um ou outro estarei dividindo aquilo que estou fazendo força para reunificar”, completou.

Economia

O presidente Temer afirmou também que o governo ainda não cogita a criação de novos impostos para a recuperação de economia.

“No momento não cogitamos [aumento de] impostos. É claro que, como disse o ministro [da Fazenda, Henrique] Meirelles, esta pode ser até uma alternativa C. Mas há a alternativa A e B, como a venda de ativos, a recuperação de verbas que hoje são gastas indiscriminadamente. Tudo isso pode redundar na desnecessidade de pensarmos em novos tributos”, sinalizou o presidente.

Ele disse ainda que vê com bons olhos uma pequena redução dos juros no final deste ano. “Para o meu paladar político e econômico, se houver pequena redução dos juros, acho que será bem recebido”, disse. “Acho apenas que tem de ser maneira responsável”, completou Temer.

Com isso, o presidente acredita que a economia mostrará resultados mais sólidos a partir de janeiro, com destaque para a retomada da criação de empregos. “O que virá em janeiro será o [aumento da oferta] de emprego, porque das questões da área social nós estamos cuidando”.