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Petrobras permitirá gestão compartilhada da BR Distribuidora

Economia

Após reunião com Temer, Pedro Parente diz que estatal manterá o controle das ações com preferência na distribuição de dividendos
por Portal Planalto publicado: 27/07/2016 16h42 última modificação: 27/07/2016 18h11

Na tarde desta quarta-feira (27), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, confirmou mudança no controle da BR Distribuidora, subsidiária da estatal para distribuição de combustíveis. Segundo Parente, será adotado um modelo de gestão compartilhada, em que a Petrobras manterá 49% do capital com direito de voto e os demais 51% serão distribuídos entre os novos parceiros da empresa estatal.


Terceira maior empresa do País, a Petrobras tem colocado em prática um amplo programa de desinvestimentos, que visa reduzir custos e focar sua atuação em negócios em áreas com maior lucratividade. O objetivo é reduzir o endividamento da empresa justamente em um momento em que as petroleiras sofrem com a instabilidade dos preços da commodity.


Pelo plano em estudo pelo conselho da estatal brasileira, mesmo com a venda do controle da BR Distribuidora, a Petrobras ficaria com a maior parte do capital total da empresa, entre todos os acionistas. A estimativa é de que, mesmo após a conclusão do negócio, o percentual de ações com preferência na distribuição de lucros (ações PN) fique entre 60% e 75%. 

"Com essa iniciativa, estaremos aumentando os investimentos em nosso País", afirmou Parente, após reunir-se com o presidente em exercício, Michel Temer, em reunião no Palácio do Planalto. 



Segundo Parente, a venda da BR Distribuidora deve ser concluída em 2017. "O processo de parcerias que envolve desinvestimento é um processo que tem de seguir regras. Cancelamos o processo anterior e tivemos de começar do zero. Vamos receber propostas vinculantes até o final de novembro, o que sugere que o fechamento da transação vai se dar no primeiro trimestre do ano que vem."  

Para reforçar a captação de recursos, Pedro Parente ainda destacou a venda de 100% da Liquigás, que pertence à Petrobras. "Vai haver a reprivatização. 

"Estamos mantendo a meta de US$ 15 bilhões de iniciativas em parcerias de desinvestimentos entre 2015 e 2016", ressaltou. 

O presidente da estatal ainda destacou que a extração de petróleo no exterior pela Petrobras deve continuar. "Não temos intenção de deixar de olhar para o portfólio de ativos de exploração da empresa. Não temos definição de sair da exploração do exterior. O que pode haver é priorizar algumas regiões." 

Essa foi a primeira reunião de Parente com o Temer desde que assumiu a presidência da Petrobras, no final de maio.
 

Fonte: Portal Planalto

Assunto(s): Economia, Petróleo