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Pampulha "transcende nacionalidades", diz ministro da Cultura

Conquista dos brasileiros

Projetado por Oscar Niemeyer e idealizado por Juscelino Kubitschek, conjunto modernista recebe o título de Patrimônio Mundial da Humanidade
por Portal Planalto publicado: 23/07/2016 16h32 última modificação: 11/08/2016 22h22

Notadamente reconhecido como um paraíso de belezas naturais, o Brasil também vem conquistando o mundo com projetos de concreto e aço, como o conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), que esta semana recebeu o título de Patrimônio Mundial da Humanidade.

Ao apresentar ao presidente em exercício, Michel Temer, detalhes sobre o título recebido pelo complexo mineiro, o ministro da Cultura, Marcelo Calero, comentou que o selo de Patrimônio Mundial da Humanidade conquistado pela Pampulha demandará uma maior "responsabilidade" por parte das autoridades locais e federais na conservação dos espaços públicos, uma vez que agora eles se tornam não só um direito dos brasileiros, mas dos povos de todo o mundo.

“Esse título gera uma responsabilidade adicional para todos nós, no sentido da preservação [da Pampulha], do seu aproveitamento pela comunidade. É motivo de alegria, de júbilo, a Pampulha agora é patrimônio da humanidade. É um título realmente dos mais relevantes”, comemorou o ministro.

A decisão foi tomada durante a 40ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, realizada entre os dias 15 e 17 de julho, no Centro de Convenções de Istambul, na Turquia. A indicação da Pampulha foi ratificada pelos 21 países integrantes do Comitê, por consenso.

“A outorga de título de Patrimônio Cultural da Humanidade à Pampulha mostra exatamente que o Brasil conseguiu reunir conjuntos arquitetônicos e bens culturais que têm transcendência à nossa nacionalidade”, afirmou Calero.

Pampulha

Encomendado pelo então prefeito de Belo Horizonte Juscelino Kubitschek ao arquiteto Oscar Niemeyer, o conjunto modernista reuniu outros dois gênios das artes brasileiras: Roberto Burle Marx, que assina o paisagismo, e Candido Portinari, autor do painel externo de azulejos da Igreja de São Francisco de Assis, que é um dos principais cartões-postais de Minas Gerais.

Também participaram do projeto original o engenheiro Joaquim Cardozo e os artistas Paulo Werneck, Alfredo Ceschiatti, August Zamoyski e José Pedrosa.

Construído nos primeiros anos da década de 1940, o conjunto antecipa conceitos arquitetônicos que viriam a ser aplicados anos mais tarde na construção de Brasília.

Fonte: Portal Planalto