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Padilha avalia projeções do PIB acima de 2%

Retomada do crescimento

Ministro-chefe da Casa Civil menciona “surpresa” com análises mais favoráveis à recuperação econômica e garante que, mesmo com maior otimismo, governo continuará a reduzir gastos
por Portal Planalto publicado: 12/07/2016 18h58 última modificação: 13/07/2016 14h48

As medidas adotadas pela equipe econômica já surtiram efeito no mercado financeiro, que passou a projetar um crescimento de até 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. Mesmo com o cenário de otimismo, o governo mantém, por ora, a estimativa de alta de 1,2% da atividade econômica – número que foi levado em consideração pelos ministérios da Fazenda e Planejamento ao projetar a meta fiscal do próximo ano.

Confrontado com esses dados, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse ter ficado “muito feliz” com as novas estimativas do mercado financeiro. A jornalistas, esta terça-feira (12), ele mencionou os dados e explicou que, para elevar ainda mais a confiança dos agentes econômicos, o governo continuará a executar o ajuste fiscal nas contas públicas, de modo a cortar gastos e evitar uma alta da inflação.

Disse o ministro Padilha: “[li nos jornais] que o PIB não vai mais ser 1,2%, vai ser 2%, que a indústria começa a mostrar que está contratando, então, eu acho isso muito bom”, contou o chefe da Casa Civil. “Mas, nós queremos, também, passar um pente fino muito grande nas despesas do governo”, acrescentou o ministro, reforçando que cálculos preliminares que apontavam para uma redução de despesas menor estão sendo revistos pela equipe econômica, que prepara uma série de novas medidas para enxugar despesas administrativas.

O ministro frisou, porém, que ainda não é momento de rever os números apresentados na última semana. “Se crescimento for de 2%, como está sendo dito, é bom. Mas eu vou ficar no 1,2%. Com 1,2%, a receita vai crescer consideravelmente, significa dizer que a arrecadação vai crescer também. Já a despesa [está] congelada”, afirmou Padilha, ao mencionar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos condicionado à variação da inflação no último ano.

Fonte: Portal Planalto