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Notícia

ONU elogia parceria entre Brasil e Argentina para desarmamento nuclear

Relação bilateral

Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, destaca os “esforços conjuntos” dos países para a não proliferação de armas e a importância da ABACC no cenário global
por Portal Planalto publicado: 19/07/2016 18h24 última modificação: 19/07/2016 19h33
Foto: Arquivo/Agência Brasil Ban Ki-moon congratula os governos dos dois países pelo compromisso com o desarmamento nuclear

Ban Ki-moon congratula os governos dos dois países pelo compromisso com o desarmamento nuclear

Os esforços de Brasil e da Argentina para a não proliferação de armas nucleares e a criação da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC), que completou 25 anos nesta segunda-feira (18), foram elogiados pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em mensagem divulgada nos canais oficiais do organismo internacional.

No texto, Ban Ki-moon congratula os governos dos dois países pelo compromisso com o desarmamento nuclear e a criação da agência bilateral, em 1991.

“A ABACC teve papel sem igual na arquitetura global de não-proliferação nuclear. Foi instrumental para a consolidação da zona livre de armas nucleares na América Latina e Caribe sob o Tratado de Tlatelolco, demonstrando a viabilidade de abordagens regionais para salvaguardas e verificação”, disse a mensagem publicada por Ban Ki-moon.

Ban Ki-moon disse, ainda, que a ABACC deve servir como fonte de inspiração para os esforços tanto globais quanto regionais para a total eliminação das armas nucleares.

Confira a nota na íntegra:

Nova Iorque, 18 de julho de 2016

No 25º aniversário de estabelecimento da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC), o Secretário-Geral congratula ambos os governos por essa conquista. Trata-se de prova de seu duradouro compromisso com o desarmamento nuclear e a não-proliferação.

A ABACC teve papel sem igual na arquitetura global de não-proliferação nuclear. Foi instrumental para a consolidação da zona livre de armas nucleares na América Latina e Caribe sob o Tratado de Tlatelolco, demonstrando a viabilidade de abordagens regionais para salvaguardas e verificação.

Essa abordagem mantém-se altamente relevante na busca, por outros Estados, do objetivo de controle de armas e de medidas que assegurem o completo banimento de armas nucleares e de todas as demais armas de destruição em massa em nível regional. O arcabouço político e jurídico estabelecido por Argentina e Brasil deve servir como fonte de inspiração para os esforços tanto globais quanto regionais para a total eliminação das armas nucleares.