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Notícia

“Tudo mudou com o Canal do Sertão”, conta o sertanejo Ronaldo

Combate à seca

Com investimentos de R$ 2,29 bilhões da União e mais R$ 71,1 milhões do governo estadual de Alagoas, obra de abastecimento hídrico, quando concluída, terá extensão de 250 quilômetros e deverá alcançar até 42 municípios que sofrem com a falta de água
por Portal Planalto publicado: 09/07/2016 14h10 última modificação: 10/07/2016 16h18
Exibir carrossel de imagens Marco Mari/PR O Canal do Sertão aumentará a oferta de água para consumo humano, animal e atividade agrícola na região

O Canal do Sertão aumentará a oferta de água para consumo humano, animal e atividade agrícola na região

O lavrador Ronaldo Gomes de Araújo mora com a família em Delmiro Gouveia, uma cidade de clima quente e seco encravada no sertão de Alagoas e distante pouco mais de 300 km da capital Maceió. Antes da chegada do Canal do Sertão, obra do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), o alagoano conta que enfrentar a seca era uma desafio diário.

“A dificuldade era grande. A gente dependia do carro-pipa da Defesa Civil, que só vinha uma vez por semana”, conta ele. Mas essa água não era suficiente para todas as necessidades da família e dos animais que criavam. “Dava só para beber”, conta Ronaldo.

Em meio à seca fustigante, cuidar dos animais era outro problema. “Todos os dias, para pegar água salgada para os animais, a gente tinha que andar sete quilômetros, até uma ribeira. Pegávamos dois bois, colocávamos três tonéis de água em cima de cada um e vínhamos embora. Íamos de manhã e já tínhamos que voltar pela tarde, porque a água era pouca. Só dava para o gado beber uma vez só. Era sacrificante”, descreve o lavrador.

Com a chegada do Canal do Sertão, a vida de Ronaldo transformou-se.

“Graças a Deus, mudou tudo depois que essa água chegou aqui”, diz. “Com esse canal, está uma beleza, (pois) estamos praticamente na beira do rio. A família toda (está) satisfeita, trabalhando”, diz o lavrador.

Quando recebeu a visita da reportagem, Ronaldo estava atarefado, moendo milho seco para preparar ração para a pequena criação de bodes, cabras, um cavalo e algumas poucas vacas leiteiras. “Para os animais melhorou muito. A gente planta o milho, vende umas espigas e, o que sobra, a gente aproveita para fazer ração”, explica.

Com o canal, foi possível irrigar a plantação, o que possibilitou o cultivo de milho na propriedade. A maior parte é vendida para ajudar no sustento da família. E dá também para ajudar os vizinhos que ainda não têm acesso à água do canal, diz Ronaldo. “A gente planta feijão de corda também, tem coentro, pimentão, cebolinha, cenoura, tudo isso a gente está conseguindo através da água do Canal do Sertão”, revela.

Ação do Estado

Histórias como a do Lavrador Ronaldo só são possíveis quando o Estado se faz presente nas vidas de quem mais precisa. É por isso que, no governo federal, as ações de combate à pobreza e políticas sociais que se mostrarem eficientes não só foram levadas adiante como estão sendo até aperfeiçoadas, como reafirmou o presidente em exercício, Michel Temer, em mensagem à base aliada no Congresso Nacional, publicada na sexta-feira (8).

Entre as prioridades do governo, o Canal do Sertão e o Programa de Integração do Rio São Francisco (PISF) são duas das mais importantes, pois tratam de levar desenvolvimento e progresso para regiões que durante anos sofreram com a escassez de recursos hídricos e a seca castigante.

Toda a estrutura para o canal em Alagoas está orçada em mais de R$ 2 bilhões, sendo R$ 2,29 bilhões em investimentos da União e R$ 71,1 milhões do governo de Alagoas. No total, serão implantados 250 quilômetros de canais no sertão de Alagoas, para alcançar 42 municípios e beneficiar mais de um milhão de habitantes. A obra aumentará a oferta de água para consumo humano, animal e atividade agrícola na região.

Ao Portal Planalto, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, mencionou a importância do projeto para as ações do governo federal: “Nós estamos trabalhando no sentido de ampliar as ações do Canal do Sertão Alagoano como também nas demais obras estruturantes que compõe a chegada da água na transposição do Rio São Francisco”.

A preocupação do combate à seca esteve presente na agenda do presidente nesta semana. Na segunda-feira (4), ele se reuniu com o governador do Ceará, Camilo Santana, para discutir ações no estado como a aceleração das obras do Cinturão das Águas, a construção de novas adutoras e a perfuração de poços.

Na terça-feira (5), foram recebidos no Palácio do Planalto um grupo de senadores para tratar do Rio São Francisco. O senador Renan Calheiros, presidente do Congresso Nacional, trouxe a preocupação de revitalizar o rio, como condição para garantir que a água continue a chegar por meio do projeto de integração. A jornalistas, após o encontro, Renan disse que um novo encontro para tratar do assunto deve ocorrer na próxima semana.⁠⁠⁠⁠

Fonte: Portal Planalto