Você está aqui: Página Inicial > Acompanhe o Planalto > Notícias > 2016 > 06 > Para centrais sindicais, Temer reforça: "Não vamos mexer nos direitos trabalhistas"

Notícia

Para centrais sindicais, Temer reforça: "Não vamos mexer nos direitos trabalhistas"

Reformas

Presidente em exercício acentuou tom de conciliação com Congresso Nacional e Centrais Sindicais
por Portal Planalto publicado: 10/06/2016 17h03 última modificação: 10/06/2016 17h36
Michel Temer em almoço no Palácio do Jaburu com líderes de quatro centrais sindicais. Grupo representa mais de cinco milhões de traballhadores

Michel Temer em almoço no Palácio do Jaburu com líderes de quatro centrais sindicais. Grupo representa mais de cinco milhões de traballhadores

O presidente em exercício, Michel Temer, se reuniu, nesta sexta-feira (10), com líderes de quatro centrais sindicais - UGT, Nova Central Sindical, Força Sindical e CSB - para discutir demandas do setor. As entidades representam cerca de 60% dos sindicatos do País, com quase cinco milhões de trabalhadores. O encontro aconteceu no Palácio do Jaburu, em Brasília.

A reforma da Previdência Social foi um dos principais pontos de debate entre o governo e sindicalistas, assim como o desemprego. Temer destacou que os encaminhamentos do governo serão feitos em acordo e constante diálogo com os trabalhadores.

"Estou fazendo essas reuniões porque não vamos fazer nada contra os trabalhadores, mas queremos a compreensão também dos empresários. Não vamos fazer nada que divida o País. Queremos ter uma grande harmonia", salientou Temer.

Acesse aqui a galeria de fotos oficiais deste evento

Para o presidente, a presença das lideranças no encontro reforça a aprovação dos trabalhadores em relação as ações do governo. Temer assegurou que esses encontros se repetirão ao longo do ano.

Diálogo com Legislativo

Além das conversas com trabalhadores e empresários, Temer lembrou que também restabeleceu o diálogo com o Poder Legislativo, justamente para aprovar medidas de interesse público.

"Só em um governo autoritário que você não precisa do Legislativo. No governo democrático você tem que conversar com a sociedade. A primeira medida foi de harmonia do Legislativo com Executivo. Um dos meios de se conversar com a sociedade é pelo Congresso Nacional".

Resistência de opositores

Por outro lado, o presidente em exercício assinalou que tem sido alvo de ataques da oposição no Congresso Nacional desde que assumiu o cargo, a qual, segundo ele, tem tentado dificultar a aprovação de diversas matérias, anteriormente encabeçadas pelo governo afastado.

"Não vou silenciar. Estou sendo vítimas de vários torpedos que vêm de todos os lados".

Vitórias no Congresso

Entre as matérias votadas pela Casa, o presidente em exercício ressaltou que, em 27 dias de trabalho, medidas importantes que estavam com a votação travada no Congresso foram apreciadas. Entre elas estavam a análise da ampliação da meta fiscal e aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que recriou a Desvinculação de Receitas da União (DRU) na Câmara dos Deputados. A matéria sofreu resistência da oposição.

"A DRU foi proposta pelo governo anterior. E [agora] os que a propuseram, votaram contra", ponderou Temer. "Aprovamos e não foram apenas os 308 votos, estritamente necessários para a aprovação. Foram 344 votos", comemorou o presidente ao se referir à votação da DRU.

Assim, Temer destacou que há "uma maioria muito confortável no Parlamento" , o que, para ele, reforça a restauração do diálogo entre o Executivo e o Legislativo.

No entanto, o presidente em exercício ressaltou que a crise econômica e política eram ainda maiores do que ele imaginou antes de assumir o comando do governo. Temer classificou a atual crise como  "sem precedentes". 

Tom conciliador

O presidente disse ainda que para solucionar essas dificuldades no primeiro mês de gestão, orientou os ministros nomeados a adotarem uma postura conciliadora, especialmente para a equipe econômica.

"Conseguimos montar uma equipe econômica formidável: eficiente nas teorias e no diálogo. Dei o tom para os meus ministros, do diálogo e da apuração profunda dos problemas".