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Governo resolveu problema que se arrastava há mais de um ano, diz Rollemberg sobre dívida dos Estados

Economia

Expectativa do Fórum de Governadores é que medida contribua para a retomada do crescimento econômico do País
por Portal Planalto publicado: 20/06/2016 20h57 última modificação: 23/06/2016 12h48
Beto Barata/PR Presidente em Exercício Michel Temer durante reunião com governadores das unidades federativas do Brasil

Presidente em Exercício Michel Temer durante reunião com governadores das unidades federativas do Brasil

A renegociação para o pagamento das dívidas dos Estados com a União, anunciada nesta segunda-feira (16) pelo presidente em exercício Michel Temer, demonstrou a capacidade de diálogo e de resolução de problemas por parte do governo. A avaliação foi feita pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, que é também presidente do Fórum de Governadores.

“O balanço é extremamente positivo. O governo demonstrou capacidade de diálogo e de resolução, e um problema que se arrastava há mais de um ano foi resolvido. Nós entendemos que isso vai contribuir para o ambiente econômico nos Estados”, afirmou.

A partir de janeiro de 2017, os Estados vão pagar 5,5% sequencialmente durante 18 meses até alcançar 100% do valor devido. Pagamentos que não se deram em função de liminares na Justiça serão feitos em 24 meses.

Rollemberg ressaltou ainda o impacto que a medida tem na melhoria do ambiente econômico. “A nossa expectativa é que, ao melhorar a situação econômica de Estados grandes, nós tenhamos uma melhoria do ambiente econômico, um aumento da arrecadação da União e uma maior transferência de recursos a partir disso para os estados.”

Segundo o secretário da Fazenda de Santa Catarina, Antônio Marcos Gavazzoni, a flexibilidade no pagamento da dívida vai dar condições para que os Estados brasileiros enfrentem os problemas derivados da crise econômica, como a queda das arrecadações e o desequilíbrio das finanças estaduais.

“É uma evolução bastante significativa, sobretudo no ano de 2016 pela carência que está sendo estabelecida até o final do ano. Essa carência dá condições para que todos os Estados convivam com essa profunda crise que o País passa no momento mais agudo dela. Nós acreditamos na retomada do crescimento da economia do Brasil, sobretudo com reflexos bastante práticos no próximo ano.”

Para a vice-governadora do Acre, Nazareth Araújo, a relação de parceria entre Estados e União é fundamental na situação econômica enfrentada pelo País, “independentemente de qualquer situação política”. “Para que a gente tenha melhores condições de administrar, de entregar serviços públicos à nossa população”, avaliou.


Fonte: Portal Planalto