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Governo cria Comitê de Coordenação e Controle de Fronteiras para combater tráfico de drogas e armas

Segurança

Iniciativa reunirá os ministérios da Defesa, Justiça e Cidadania e Relações Exteriores, com apoio da Polícia Federal, Receita Federal, Abin e Forças Armadas
por Portal do Planalto publicado: 25/05/2016 19h49 última modificação: 15/06/2016 18h43
Foto: Carolina Antunes\PR O presidente Temer liderou a reunião que resultou na criação do comitê que otimizará as ações para combater a criminalidade na fronteira

O presidente Temer liderou a reunião que resultou na criação do comitê que otimizará as ações para combater a criminalidade na fronteira

O governo anunciou, no início da noite desta quarta-feira, a criação de um Comitê Executivo de Coordenação e Controle de Fronteiras, que reunirá os ministérios da Defesa, Justiça e Cidadania e Relações Exteriores, com apoio da Polícia Federal, Receita Federal, Abin e Forças Armadas. A coletiva de imprensa aconteceu após reunião no Palácio do Planalto com o presidente Michel Temer. A ideia é unificar o comando das operações já previstas, otimizando recursos e fazendo da inteligência um trunfo para surpreender criminosos que atuam nos cerca de 17 mil quilômetros de fronteiras secas. As marítimas e fluviais também receberão atenção.

“São três tipos de problemas que temos: contrabando de armas, tráfico de drogas e de mercadorias. São 30 bilhões de reais [de contrabando] por ano, e perde-se pelo menos 20 milhões de reais em receita, sem mencionar que [as mercadorias] são feitas sem gerarem emprego no País”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, José Serra.

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Para aumentar a vigilância e a efetividade das operações, o ministro Raull Jungmann, da Defesa, anunciou o aluguel de um satélite israelense que, do espaço, permite a aproximação da imagem como se as ações estejam sendo vistas a apenas 5 metros do local.

“Estamos alugando de Israel um satélite de baixa altitude, uma ferramenta tecnológica fundamental que permite uma resolução de 4 ou 5 metros a partir do espaço. Vamos poder acompanhar todo e qualquer movimento em nossas fronteiras, que servirão de ferramentas para Defesa, Receita, Polícia Federal e Ibama. Isso significa um salto tecnológico.”

Jungmann disse que não haverá restrição orçamentária, já que o que se fez no encontro foi reunir várias operações já programadas em uma única. O ministro da Defesa disse também que não irá revelar as datas das operações, já que o comitê considera o efeito surpresa fundamental para inibir a criminalidade. Ele citou a Operação Ágata, das Forças Armadas, como exemplo de ações já previstas que terão coordenação centralizada pelo Comitê.

“Serão 15 mil homens, 27 aeronaves, 8 navios e 80 lanchas, a um custo de 8 milhões de reais, na Operação Ágata, que fará parte dessas ações”, disse.

Para viabilizar o sucesso da iniciativa, o ministro José Serra aproveitou sua recente viagem à Argentina e combinou com o presidente Mauricio Macri um encontro reunindo as nações que fazem fronteira com os países, principalmente as da região Sul do Continente.

“A ação diplomática é essencial. Temos 17 mil km de fronteiras, e boa parte serve como trânsito para ações delituosas. Temos de somar forças com a Argentina. Esse assunto será puxado por Brasil e Argentina”, concluiu Serra.

Fonte: Blog do Planalto