Entrevista concedida pelo Presidente da República, Michel Temer, ao programa do Ratinho do SBT

 

São Paulo-SP, 30 de janeiro de 2018

 

 

E depois de bastante tempo, eu consegui convencer que o presidente viesse ao meu programa, porque ele trabalha muito não dá tempo. Mas eu aproveitei que ele veio gravar com o Silvio Santos, e pedi que ele gravasse comigo também. Ele, muito gentil, como sempre, então hoje eu vou ter uma conversa muito especial, com o presidente Michel Temer, uns dois dedos de prosa, porque esse assunto tem que ser falado para o Brasil. Esse assunto não pode ficar esquecido. Nós temos que falar sobre a previdência. Mas do jeito falar com quem está fazendo o projeto da nova previdência. Vamos ver? Vamos lá, dois dedos de prosa.

 

Michel Miguel Elias Temer Lulia nasceu na cidade de Tietê, em 23 de setembro de 1940. Filho de pais libaneses, é o caçula de oito irmãos.

Graduou-se em Direito pela Universidade de São Paulo, onde também atuou na política estudantil.

É autor de obras de Direito, política e ficção.

Foi procurador do Estado, secretário de Segurança Pública, deputado federal constituinte, deputado federal, presidente da Câmara dos Deputados, vice-presidente da República, e presidente da República Federativa do Brasil.  

Agora o presidente Michel Temer, vai ter dois dedos de prosa com o Ratinho.

 

Ratinho: Presidente, muito obrigado mais uma vez. Porque é importante fazer a reforma da Previdência?

 

Presidente: Olha Ratinho, primeiro eu quero agradecer muitíssimo a gentileza do seu convite, e cumprimentá-lo mais uma vez. E até tempos atrás, você teve a gentileza de ir até Brasília, e nós fizemos lá uma longa entrevista. Você me disse logo naquela ocasião, Ratinho, uma coisa que eu não me esqueci, e sempre citando a autoria, eu digo o que você me disse naquela ocasião. Quando nós falávamos da reforma da Previdência, você me disse: bom presidente, então a reforma da Previdência é como a reforma de uma casa, no começo tem poeira, cimento, barro, sujeira, etc, mas quando você termina a reforma é aquela casa maravilhosa elogiada por todos. A Previdência é exatamente isso que você disse naquela ocasião. Nesse momento tem embaraços, tem controvérsias, tem contrariedade, tem uma ou outra contestação, que está sendo superada, mas depois a reforma fará um benefício extraordinário ao nosso país.

 

Ratinho: Olha, se não for aprovada a reforma da Previdência, a Previdência vai quebrar?

 

Presidente: Quebra. Quebra, porque eu vou dizer a você. Aliás, não quebra porque eu estou dizendo, quebra pelos exemplos, não digo nem históricos, exemplos históricos recentes. Você veja o caso da Grécia, e o caso de Portugal, em que há pouquíssimo tempo atrás, você precisou fazer uma reforma da Previdência, e cortar, Ratinho, pensões de aposentados, vencimentos de servidores públicos,  porque tardaram muito para fazer a reforma da Previdência. Ora bem, quando eu penso em fazer a reforma da Previdência, quando o governo quer fazê-la, como fez a reforma do teto dos gastos públicos, como fez a modernização trabalhista, como fez a reforma do ensino médio, nós estamos pensando em impedir uma reforma Previdenciária muito mais radical. Porque se não fizer agora, daqui a 2 anos, 3 anos, no máximo, nós vamos ter uma reforma radical, que vai prejudicar os aposentados.

 

Ratinho: Presidente, a reforma, eu vou chamar de reforma trabalhista, deu muito certo, está indo muito bem. A economia está muito bem, tenho acompanhado os números. O senhor acha que aprovando a reforma da Previdência, nós vamos melhorar a economia também?

 

Presidente: Dá um salto enorme. Dá um salto enorme. Olhe, veja, só com essas reformas que nós fizemos, você vê o que é o Brasil de hoje. Nós temos até uma publicação do pare e compare as coisas do passado, do passado recente e o que agora está acontecendo. Você vê, inflação, convenhamos Ratinho, a inflação era 14, era de 10,28, hoje está em 7%, aliás, 2,95. Os juros que eram de 14, 25 e vieram para 7% e a tendência é a queda. Isto sem ainda a reforma da Previdência. Quando reformarmos a Previdência, a economia vai dá um salto muito maior.

 

Ratinho: Vamos ver uma pergunta direta do povo. O povo na rua perguntando para o presidente da República.

 

-Estou começando a trabalhar agora e contribuindo com a Previdência. Quem garante que no futuro eu vou receber aposentadoria?

 

Presidente: Olhe, quem garante é a reforma, viu Ratinho. Interessante, agora a pergunta dela me permite dizer uma coisa que tem sido divulgada equivocadamente. Ou seja, que você só se aposenta hoje se completar 65 anos de idade. Não é verdade. Nos dias atuais, quem contribuir durante 35 anos e tiver 55 anos de idade, ou a mulher 53, pode aposentar-se. Ao longo de 20 anos, portanto aumentando 1 ano a cada 2 anos, é que vai se exigir a idade de 65 anos. Agora, no caso da moça que é muito jovem ainda, ela tem que pensar no seu futuro, porque se não reformar a Previdência agora, não vai sobrar dinheiro para ela. Exatamente isso.

 

Ratinho: Vou fazer uma pergunta direta: As alterações das propostas vão prejudicar o trabalhador?

 

Presidente: De jeito maneira. De jeito maneira. Até pelo contrário. Você sabe que vai ajudar? Primeiro que, veja bem, o que que nós estamos fazendo? Nós estamos fazendo uma equivalência entre a aposentadoria no serviço público e a aposentadoria no serviço privado. O teto da Previdência Social no serviço privado é de R$ 5.645. Então os funcionários públicos que ganharem até R$ 5.645 estarão na mesma regra dos servidores privados. Quem ganhar mais, o sujeito ganha 10, 15, 20, 30 mil, ele vai ter que fazer a chamada previdência complementar, ou seja, ele vai ter que depositar mensalmente um valor, R$ 800, R$ 500, sei lá, para ter depois não só o teto de 5.645, mas àquele a mais que ele ganha nos dias atuais.

 

Ratinho: Me falaram, presidente, que quem está falando muito em internet, usa rede social para ser contra a Previdência, são as pessoas que estão aposentadas ou se aposentando ou estão para se aposentar com 30, 40, 50, 60 mil. É esta gente que está falando mal da Previdência?

 

Presidente:  Em primeiro lugar Ratinho, é o seguinte, há um tema chamado direito adquirido. Quem já completou tempo de serviço, mesmo que esteja no serviço público, não vai ter alteração nenhuma, porque ele já adquiriu esse direito, primeiro ponto. Segundo ponto, quem não adquiriu esse direito, portanto vai se aposentar mais para frente, de fato e eu volto a dizer, ele vai ter que dar uma contribuição. Não significa que ela não vai se aposentar com 30, 33 mil, que seja. Mas ele vai dar uma contribuição. E uma contribuição para que digamos assim, aqueles que ganham mais possam colaborar com aqueles que ganham menos. Porque, volto a dizer, quem ganha 1, 2, 3 salários mínimos, não vai ter alteração nenhuma, não muda nada. Trabalhador rural não muda nada. O pessoal do chamado Benefício de Prestação Continuada, deficiente físico, aqueles que ganham 1 salário mínimo e só se aposentam com 65 anos, não muda absolutamente nada. Eles continuam no sistema antigo. Tanto que nesta reforma Previdenciária que nós estamos fazendo, Ratinho, a economia durante 10 anos é de cerca de R$ 600 bilhões, o que é extremamente útil para o País. No primeiro projeto que nós lançamos, realmente a economia seria de R$ 900, mas o diálogo que se deu com a sociedade, o diálogo que se deu com o Congresso Nacional, revela que nós tivéssemos que fazer algumas adaptações. Enfim, todos saem ganhando, especialmente aqueles que não terão prejuízo se a reforma da Previdência for aprovada.

 

Ratinho: Eu vou chamar mais uma pergunta do povo, mas antes quero fazer uma pergunta para o presidente. Presidente, as grandes empresas, existem grandes empresas, dizem que existem grandes empresas que devem para a Previdência. Não tem como receber dessas grandes empresas?

 

Presidente: Tem. Você sabe que é interessante, essa pergunta sempre vem, e quando eu chamo a Advocacia Geral da União, a Advocacia Geral da União moveu ação contra todos os devedores. As ações estão correndo, algumas são pagas outras demoram, outra  empresa pediu recuperação judicial, ou foi a falência.

 

Ratinho: Mas o governo está fazendo alguma coisa?

 

Presidente: Está fazendo, claro, porque para diminuir, viu, Ratinho, a dívida da Previdência que onera muito o Brasil, hoje é de R$ 189 bilhões. Então para nós sairmos desse buraco, nós temos que fazer, não só nós, como os estados brasileiros. Você sabe que hoje há quatro, cinco, seis estados brasileiros que estão à beira da falência? Só vivem as custas do apoio da União? Por causa da Previdência Social. Então por isso que ela é importantíssima, tem que ser feita.

 

Ratinho: Uma pergunta do povo:

 

-Senhor presidente, o senhor acha certo mudar a regra da aposentadoria? Não é a mesma coisa que mudar a regra do jogo?

 

Presidente: Não… Talvez seja. Talvez seja. Você está mudando a regra do jogo agora exatamente para garantir a sua aposentadoria, porque se você não mudar a regra do jogo agora, você não consegue ter aposentadoria lá a frente. E eu vejo, pelo nosso indagante, quem fez a pergunta, que talvez ele seja aposentado ou esteja em vias de aposentar-se. Então para que ele, ao aposentar-se ou já aposentado, continue a perceber o que percebe, o que recebe, precisa mudar a regra do jogo.

 

Ratinho: Algumas notícias contam que existem aposentadorias que ultrapassam R$ 100 mil reais por mês. É verdade que tem aposentadoria acima de 100 mil?

 

Presidente: Ratinho, pode ser que tenha gente que ganha acima de R$ 100 mil, muito provável, agora aposentadoria acima disso, não existe. O que existe é aposentadoria pelo teto constitucional, que hoje é de 33 mil e qualquer coisa. Essa é aposentadoria. O que nós estamos fazendo, volto a dizer, é equiparar a aposentadoria do setor público, que ganha 33, com o setor privado, que ganha R$ 5.645.

 

Ratinho: Vai acabar aquela moleza de alguns se aposentarem com 30, 40 50 mil,  e todo mundo ser igual perante a lei como diz a Constituição. É isso presidente?

 

Presidente: É isso. Aliás, o princípio da igualdade é um princípio que você lembra bem, que é o suporte, âncora, da nossa Constituição, todos são iguais perante a lei.

 

Ratinho: E você vê, quem começa a divulgar essas coisas que, a previdência vai ser ruim, a reforma, são exatamente aqueles que recebem muito, tão recebendo muito, ou estão prestes a receber muito.

 

Presidente: Agora Ratinho, deixa eu dizer uma coisa, aproveitar o seu programa. Na verdade nós precisamos muito do apoio popular. Porque a Câmara dos Deputados e Senado Federal, ela ecoa, repercute a vontade popular. Então se o povo acaba compreendendo isso, que você está me dando a oportunidade de dizer, e eu tenho dito em vários pontos e os adeptos da previdência dizem, isto ecoa no Congresso, ou seja, o deputado chega lá e diz: eu posso votar porque o povo apoia.

 

Ratinho: Então eu acho, eu estou falando por mim, eu sou um apresentador de televisão, todo mundo sabe que eu pago Previdência como todo mundo e leio muito a respeito. Estou fazendo um pedido a você, que você entenda isso. Ou a reforma é feita pelo presidente Temer ou terá que ser feita por qualquer outro presidente que entrar, porque não consegue segurar essa barra. Mais uma pergunta do povo, vai lá.

 

-Os funcionários públicos vão ter as mesmas regras que os outros trabalhadores?

 

Presidente: Precisamente isso, e até ressaltando algo que eu já ressaltei, quem ganha até 5.645, funcionário público, não tem modificação nenhuma, porque vai ganhar o teto da Previdência Social do serviço privado. Quem ganha mais é que vai continuar se aposentando como que ganha mais, mas tendo que fazer uma pequena contribuição, uma espécie de poupança, para poder se aposentar. Mas com isso ele salva a sua aposentadoria.

 

Ratinho: O governo está enfrentando pressão de setores que querem continuar com os privilégios, é isso?

 

Presidente: Eu acho que é exatamente isso. Eu até tomo a liberdade de dizer que os chamados privilégios, ou privilegiados, são aqueles que ganham acima do teto da Previdência Social, mas volto a dizer, não terão prejuízo nenhum. O único prejuízo que terão é que talvez, sei lá, ganhando 30 mil, talvez tenha que colaborar com 500 reais por mês, 600 reais, para poder garantir sua aposentadoria.

 

Ratinho: O que nada mais justo. O benefício vai mudar para quem já é aposentado?

 

Presidente: Não. Não muda nada, aliás, a coisa que se divulga para tentar desmoralizar a Previdência. Não muda absolutamente nada, aliás, vou contar a você. Um dia o meu ministro do Planejamento, estava descendo o elevador, ele mora em um prédio lá em Brasília, e uma figura que é um grande aposentado do setor alto da administração, disse: Mas vem cá Dyogo, você vai tirar a minha aposentadoria? Veja que é uma pessoa ilustrada. O Dyogo falou: o que é isso? Nós não vamos, ninguém vai mexer na aposentadoria de quem já está aposentado.

 

Ratinho: Olha, a regra muda para quem já tem 65 anos?

 

Presidente: Não muda. Não muda nada e vou dizer a você, nem é verdade que desde já o sujeito precisa ter 65 anos. Hoje quem tem 55, pode aposentar-se, faz um tempo de contribuição e se aposenta.

 

Ratinho:  Tem mais pergunta de rua? Vamos lá.

 

-Eu queria saber sobre quem recebe pensão por morte, se vai perder o benefício, como vai ficar a situação?

 

Presidente: Isso daí acontece o seguinte, depende muito da aposentadoria. Vamos dizer que quem faleceu deixou uma aposentadoria ou a pessoa já tem uma aposentadoria própria. Daí, ele acumula uma parcela dessa pensão por morte equivalente a até 2 salários mínimos. Esta é a nova regra da Previdência Social, mas não há prejuízo para quem ganha até 2 salários mínimos.

 

Ratinho: Bom, todas as categorias vão ter os mesmos direitos, ou não vai ter privilégios. Vai ter privilégios?

 

Presidente: Não. Nenhum. Vai ter igualdade.

 

Ratinho: Vai mudar alguma coisa para quem se aposenta por doença?

 

Presidente: Não, também não. Também não há nenhuma modificação em relação a esse tema. Aposentadoria por invalidez vai continuar da mesma maneira.

 

Ratinho: Eu acho que já foi respondida a pensão por morte. Vamos a mais uma pergunta do VT.

 

-Eu gostaria de saber se essa regra da Previdência vai se aplicar também para os políticos? Com quanto tempo eles vão se aposentar? Eles também vão ter algum privilégio?

 

Presidente: Eles vão se aposentar no mesmo tempo da senhora. Sabe que é exatamente a mesma coisa. Como nós estamos falando de igualdade, a igualdade é entre todos, especialmente entre a classe política, ou seja, serviço público ou atividade política e serviço privado, com as mesmas regras.

 

Ratinho: Presidente, vamos fugir um pouco, depois nós voltamos na Previdência. Eu vou falar de uma experiência minha. Eu tenho andado aí pelo Brasil, porque eu estou de férias, e está tudo lotado, os hotéis tudo lotado, os restaurantes lotados, as praias lotadas, tem alguma coisa a ver com a economia isso?

 

Presidente: Sem dúvida. Você sabe o Ratinho, eu estou há 1 ano e 7, 8 meses no  governo, não estamos falando, você conhece bem isso, não estamos falando de um governo de 4 anos, 8 anos, estou falando de um governo de 1 ano e 8 meses. Nós pegamos o país em uma recessão extraordinária, tivemos nos primeiros meses de combater essa recessão. E veja que de 6 meses para cá, a economia começou a reagir de uma tal maneira que, eu volto a dizer, a inflação caiu brutalmente, juros caíram brutalmente, carteira assinada nesse quadrimestre nós tivemos quase 400 mil carteiras assinadas, mas postos de trabalho significando pessoas que começaram ou retomaram uma atividade, nós temos 1 milhão e 400 mil pessoas, esse sujeito que pegou um carrinho de pipoca, ou então montou uma coisa de alimentação. Isto aconteceu nesses últimos meses. E interessante, quando você diz isso, e é um depoimento que eu tenho recebido a todo instante, todos os locais estão lotados, exata e precisamente, porque a economia está reagindo. Aí eu vou dizer a você uma coisa: interessante Ratinho, caiu essa nota de Crédito no Brasil, você viu?

 

Ratinho: É, fiquei até assustado.

 

Presidente: Que não tem a ver com o chamado risco Brasil. Porque no risco Brasil, nós tínhamos um risco de quase 500 pontos, hoje estamos em menos de 200 pontos. A nota de crédito ela leva em conta a credibilidade do que vai acontecer brevemente. E qual foi a razão para esse rebaixamento?  Acho que não vai aprovar a reforma da Previdência. E daí caiu

 

Ratinho: O senhor acha que se aprova muda?

 

Presidente: Muda completamente. É isso que nós vamos precisar.

 

Ratinho: A demora para aprovar a Previdência pode prejudicar a economia então?

 

Presidente: Prejudica seguramente. Nós não podemos passar do mês de fevereiro, temos que aprová-la em fevereiro, março.

 

Ratinho: Isso que eu ia perguntar agora. Vamos aprovar em fevereiro?

 

Presidente: Vamos, vamos. Nós estamos contando votos, evidentemente, mas os votos estão crescendo e nós vamos aprová-la, se Deus quiser em fevereiro.

 

Ratinho: Mais uma pergunta do povo da rua. Vai.

 

-Quem já recebe aposentadoria vai ter ter o valor do benefício diminuído?

 

Presidente: Zero. Quem já recebe tem o chamado direito adquirido. Você não pode mexer em quem já está aposentado.

 

Ratinho: O presidente da República, a Presidência, está disposta ainda a negociar ainda mais coisas com o parlamento ou parou?

 

Presidente: Eu acho que nós já negociamos tudo o que foi possível, viu Ratinho. Agora, evidentemente, você sabe que uma das palavras chave do nosso governo, é diálogo. Especialmente o diálogo do Executivo com o Congresso Nacional.

 

Ratinho: O senhor é bom nisso, né? Sempre foi.

 

Presidente: Acho que eu faço bem isso. O Congresso sempre me auxiliou muito, tanto que nós governamos juntos. O Executivo e o Congresso Nacional. Agora quando reabrir o Congresso, é possível que haja uma ou outra dúvida, um outro questionamento, nós vamos examinando. Não está fechado para negociação. Agora eu registro, nós já fomos bastante longe nas negociações que fizemos.

 

Ratinho: Presidente, essa pergunta o senhor não vai querer responder, se não quiser, vou respeitar por dois grandes motivos. Eu me dou muito bem com o Michel Temer, sempre gostei do presidente e vou fazer a pergunta. Foi muito bem a reforma trabalhista, vou chamar a reforma trabalhista, você chama diferente. Como é que você chama?

 

Presidente: Modernização trabalhista.

 

Ratinho: A modernização trabalhista, foi muito bem, todos os projetos feitos foram muito bem, se der certo a Previdência o senhor vai tentar fazer a tributária?

 

Presidente: Sem dúvida alguma. Eu respondo com muito prazer, porque até já estou cuidando, viu Ratinho, na suposição de que a Previdência vai ser aprovada, de uma chamada simplificação tributária. Ou seja, uma espécie de desburocratização e é o que todo mundo quer, mas o meu pessoal já está trabalhando nisso. O Congresso está trabalhando nisso. Esta é a quinta reforma fundamental, além de outras que nós estamos fazendo no nosso governo e vamos fazer.

 

Ratinho: Mais uma pergunta, o senhor não vai querer responder. Deu certo todos esses projetos, que estão dando certo, estão indo bem para o País. O senhor é candidato a presidente da República?

 

Presidente: Não, eu vou lançar o Ratinho, candidato a presidente.

 

Ratinho: Eu não posso, porque o presidente da República ganha pouco e aqui no SBT eu ganho melhor, eu vou ficar por aqui.

 

Presidente: Este é um momento oportuno, eu não penso, eu penso em passar para a história como alguém que conseguiu recuperar o País. Você sabe que hoje o preço do gás caiu 5%, a maior importância.

 

Ratinho: Você  gostou da ideia que eu dei da panela de pressão?

 

Presidente: Gostei e vou examinar.

 

Ratinho: Examina aquilo lá.

 

Presidente: Conta aí para os nossos telespectadores.

 

Ratinho: Eu tenho muita liberdade com o presidente da República, por vários tempos que a gente já se conhece. Desde a época que eu fui deputado federal, a gente já se conhece e eu falei pra ele que a panela de pressão, tem muita gente que não tem a panela de pressão, o gás, economiza muito o gás, para economizar o gás, já ajuda as famílias. Ele falou que vai examinar

 

Presidente: Vai examinar. A ideia é ótima.

 

Ratinho: Para tirar os impostos da panela de pressão, para que ela fique mais barata para o povo comprar.

 

Presidente: É isso aí.

 

Ratinho: Presidente, mais alguma coisa que o senhor queira falar para a população. Aproveita o programa que é um programa popular, todo mundo, é o 2º lugar em audiência, os meus diretores estão aqui, não querem admitir, mas é o 2º lugar em há. 20 anos, eu estou querendo pedir aumento.  Eles foram até embora. É porque eu estou há 20 anos no 2º lugar de audiência. Eles não reconhecem isso.

 

Presidente: Acho que se aprovar a Previdência, em face do seu programa, eles vão pensar em dar um aumento a você. Agora sabe que, o que eu gostaria de pedir aos seus ouvintes e telespectadores é que mandem cartas para deputado, para senador, mostrando que é fundamental, até para aposentadoria deles próprios, de quem mandar carta, de quem falar com deputado, de quem falar na esquina, no bar, que é importante a previdência, porque o deputado ele vai, volto a dizer, ressoar ele vai fazer ecoar lá no Congresso a voz do povo. Então se o povo estiver de acordo, se vocês, ouvintes, telespectadores, estiverem de acordo, ele se sente confortável para votar.

 

Ratinho: Tem, parece que um site, que a gente entra lá e está tudo certinho lá. Não precisa ficar lá acreditando em quem não quer …

 

Presidente: Até vou dizer a você, tem 50 perguntas que estão respondidas, desse tipo de perguntas que estão sendo feitas aqui.

 

Ratinho: É importante entrar lá, porque você fica sabendo a verdade. Você não fica sabendo a coisa pelo WhatsApp, por rede social, que isso confunde a cabeça da população.  Tem muita gente que não quer que aprove. O cara está se aposentando com 40, 50 mil por mês, ele quer que continue como está. Reclama do País, mas quando alguém tenta mudar o País aí vem aqueles que reclamam da mudança do País. Nós precisamos mudar o País, já mudou, falavam tanto da reforma trabalhista, é uma beleza a reforma trabalhista, todo mundo voltando a empregar, então nós temos que mudar o país…

 

Presidente: Aliás, combater o desemprego é uma coisa importante para o nosso governo. Por isso que a modernização trabalhista, resulta exatamente nisso, na possibilidade de aumentar o número de empregados.

 

Ratinho: E já está aumentando viu presidente. Já está aumentando. Presidente eu queria agradecer muito a sua presença aqui, eu sei que é difícil pelo seu tempo, e é difícil vir de Brasília aqui, todo um trabalho enfim, o senhor está aqui no nosso programa. Muito obrigado.

 

Presidente: Eu que agradeço.

 Ouça a íntegra da entrevista (22min32s) do presidente

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