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Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Michel Temer, na saída do Hotel - Xiamen/China

por Portal Planalto publicado 04/09/2017 23h18, última modificação 04/10/2017 17h33

Xiamen-China, 05 de setembro de 2015

 

 

Jornalista: Bom dia, presidente.

 

Jornalista: Como o senhor recebeu a notícia de que a...

 

Presidente: Primeiro, vou falar um pouco sobre a viagem à China, que interessa mais ao Brasil do que isso, não é? Na verdade, nós tivemos um sucesso absoluto. Fomos, como já registrei em alguns momentos, muito bem recebidos aqui na China, na visita de Estado. E vocês sabem que antes mesmo da visita de Estado, passando por Portugal, nós praticamente encerramos aquele ciclo de negociações da compra de aviões da Embraer. E, de igual maneira, em Astana, no Cazaquistão, quando lá aterrissamos, encontramos um empresário que nos esperava, um empresário do Cazaquistão, que está fazendo grandes investimentos no Brasil e fará outros tantos investimentos. E também aqui, na China, o embaixador me comunicou que as conversações todas estão gerando mais de US$ 10 bilhões em negociações.

          De igual maneira, eu quero registrar que aqui, numa bilateral com o primeiro-ministro Modi, ele falou dos grandes investimentos que a Índia tem no Brasil e que agora quis essa bilateral, exata e precisamente, para investir muito mais, tendo em vista o anúncio das várias concessões que nós estamos fazendo.

E, de igual maneira, no Brics, a associação dos cinco países, vocês sabem que aumentou muito a ideia de cooperação entre os países do Brics. E particularmente eu pleiteei algo que já estamos trabalhando, que é uma filial do novo Banco de Desenvolvimento no Brasil. Isso já está sendo trabalhado.

          Também propusemos uma coisa que eu verifiquei que ganhou apoio dos parceiros no Brics, que é uma espécie de agência de inteligência e de cooperação entre os Brics. Isto foi mencionado por vários, entre os quais o presidente Putin.

          Eu penso que esta viagem foi bem-sucedida, seja na visita de Estado à Pequim, seja na reunião do Brics. Foram milhões, ou mais, bilhões de dólares que poderão ir para o nosso País em face da abertura que nós fizemos para o mercado nacional, naturalmente, e para o mercado estrangeiro.

 

Jornalista: Presidente, falando um pouco de Brasil. O senhor acha que essa investigação aberta pelo Janot pode ter algum impacto nas acusações feitas pelo Joesley?

 

Presidente: Eu não falo sobre isso. Realmente, eu tenho que ter a maior serenidade, como eu sempre tive. Respeito todas as decisões que forem tomadas pela Justiça, pela Câmara dos Deputados, pela Procuradoria-Geral. Eu tenho que respeitá-las, mas não devo falar uma palavra sobre isso.

 

Jornalista: O advogado do senhor pediu, inclusive, que não se apresente uma denúncia até lá. O senhor acha que o Janot deve apresentar ou não?

 

Presidente: Isso é coisa do meu advogado, como você disse. O advogado que tem que cuidar disso.

 

Jornalista: Como o senhor recebeu a notícia de que a delação premiada da JBS poderia ser anulada?

 

Presidente: Com a serenidade de sempre. Com a serenidade de sempre. Não houve uma alteração sequer. Aliás, desde o início. Se eu não tivesse essa serenidade desde o início, creio que ninguém suportaria o que aconteceu.

 

 Ouça a íntegra (03min18s) da entrevista do Presidente Michel Temer