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Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Michel Temer, na chegada ao Hotel Le Méridien após concerto na Filarmônica de Hamburgo - Hamburgo/ Alemanha

por Portal Planalto publicado 07/07/2017 18h10, última modificação 07/07/2017 18h20

 

Hamburgo-Alemanha, 07 de julho de 2017

 

 

Jornalista: Boa noite presidente. Tudo bem? Fala presidente, como foi o dia?

 

Presidente: Então foi muito bem o dia. Tivemos, em primeiro lugar, uma reunião do Brics, onde discutimos os temas, especialmente do Banco de Desenvolvimento do Brics. Foi uma reunião rápida de meia hora.

Depois, no G20, nós já tivemos três sessões plenárias, uma delas discutindo o meio ambiente, outra delas discutindo os negócios entre estados, o Brasil e outros Estados. Eu fiz um relato: o Brasil referentemente à queda da inflação, referentemente também à volta do emprego. O emprego voltando com certa, até rapidez. De igual maneira as vendas, especialmente de veículos aumentando. Enfim, disse que nós tínhamos uma inflação de 10.70 e hoje, hoje precisamente está em 3.52. Foi mais ou menos esse relato que eu fiz.

Disse também do nosso compromisso com o Acordo de Paris. Porque não é unânime, vocês sabem, né? Acho que basicamente foi isso, basicamente foi isso.

 

Jornalista: Presidente o senhor virou as costas do Brasil, e Tasso Jereissati está dando sinalização que vai abandonar o governo, ingovernabilidade do País, houve vazamento de reunião de investidores dizendo que seu governo não dura mais que quinze dias. Como é que o senhor…

 

Presidente: Vamos esperar 15 dias, não é verdade? Acho que foi força de expressão, nada mais. Às vezes as pessoas se entusiasmam um pouco, foi simplesmente força de expressão, nada mais do que isso. O PSDB…

 

Jornalista: Está preocupado com a base aliada?

 

Presidente: Em?

 

Jornalista: Está preocupado com a base aliada?

 

Presidente: Zero, zero de preocupação. O PSDB tem quatro ministérios, os ministros todos estão muito tranquilos, exercendo as suas funções. Ainda agora me ligaram todos um pouco, digamos assim, dando explicações, dizendo que esta fala do senador Tasso, não foi ele quem falou? O senador Tasso não condiz com aquilo que pensa a maioria do PSDB, acho que não há esse problema.

 

Jornalista: O senhor acredita na lealdade do deputado Rodrigo Maia, presidente?

 

Presidente: Acredito plenamente. Ele só me dá provas de lealdade, o tempo todo.

 

Jornalista: O senhor falou do Brics, mas não falou do G20, como é que foi, foram as discussões?

 

Presidente: Do G20 eu disse, os temas foram o meio ambiente, onde nós… Eu, particularmente, falei muito do Acordo de Paris, fui um dos primeiros a depositar o Acordo de Paris na ONU, nas mãos do secretário-geral no ano passado. Falamos do que estamos fazendo, aliás, aumentamos uma verba lá para a fiscalização para evitar o desmatamento. Falamos também, já estou repetindo, falamos também da relação industrial, comercial entre os vários países. Falamos no capítulo terrorismo, houve, aliás, não havia dito.

No capítulo terrorismo, nós falamos de uma… eu, particularmente falei, da tentativa de fazer com que as agências centrais de inteligência dos vários países pudessem se conectar para trocar informações no combate ao terrorismo.  

E disse mais, que o terrorismo na verdade, as vezes é coletivo, portanto, organizado, mas há uma espécie de terrorismo hoje que é individual. A pessoa pratica uma espécie de gesto heroico, um gesto suicida, que também deve preocupar a todos. Por isso que a troca de informações das várias inteligências dos estados do mundo, dos Estados do Brics é importante nesse momento. Foram os termos que usamos.

 

Jornalista: O senhor (incompreensível) a prisão do Geddel Vieira?

 

Presidente: Deixá-lo explicar.

 

Jornalista: Presidente quão ruim pode ser para o senhor e para o governo a delação do Eduardo Cunha?


Presidente: Zero.

 

Ouça a íntegra da entrevista (04min05s) do presidente.