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Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Michel Temer, após visita à 11ª edição da Feira LAAD Defence & Security 2017 - Rio de Janeiro/RJ

por Portal Planalto publicado 04/04/2017 18h50, última modificação 04/04/2017 18h59

Rio de Janeiro - RJ, 04 de abril de 2017

 

 

Presidente: Olha, acabo de fazer uma rápida visita a esta feira que é internacional.

Portanto, a exibição dos produtos de defesa são os mais avançados tecnologicamente. Mas, basicamente, me agradou muito a visita à Embraer, porque verificar que a indústria nacional também está perfiliando os grandes avanços tecnológicos do país.  

Foi isto que nós percebemos aqui nesta breve visita. Esta é a terceira vez que eu venho a esta feira, mas a cada momento que venho eu verifico que ela se amplia.

O ministro Jungmann acabou de me dizer da sua ampliação, do número de países que expõem nesta feira, quantos são? Oitenta e três países que expõem nesta feira e, naturalmente, isso divulga muito o país. Porque uma feira dessa natureza, realizada aqui no Rio de Janeiro, no Brasil, leva os nossos produtos, inclusive, para conhecimento no exterior.

De modo que foi com grande satisfação que eu pude comparecer a esta feira.

 

Jornalista: (incompreensível)

 

Presidente: Eu acho que pode. E, interessante, estou de acordo com o seu dado, mas tenho que acrescentar um outro dado, que você deve ter visto no dia de ontem, que é o aumento da confiança de que a indústria vai se restabelecer. Esse dado também é um dado de ontem.

Aliás, a indústria automobilística, por exemplo, vendeu 5,5% a mais neste último mês. Interessante também que mesmo na questão da carne, vocês sabem que, sem embargo do problema da carne, houve um aumento de 9% na venda das carnes nesses últimos tempos.

Então, nós estamos no país reconquistando, aliás, a The Economist dá o Brasil subindo, vocês percebam isso. Então, há uma retomada da confiança.

Evidentemente que toda vez que se fala nesse tema há uma preocupação com o desemprego. E vocês sabem que, na verdade, embora haja muito desemprego, e eu acabei de verificar numa reunião agora em São Paulo com mais de 500, 600 investidores, que há uma capacidade ociosa das indústrias. Então, no primeiro momento, o que há é o aproveitamento da capacidade ociosa. E na sequência, em face da credibilidade, da restauração da confiança, há naturalmente o emprego. De resto, vocês sabem que também agora há um mês atrás houve uma abertura de… é um primeiro respiro, 35, 36 mil vagas abertas, que foram preenchidas.

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: Falei, falei lá em São Paulo.

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: Olhe, em primeiro lugar, eu não comento as decisões e a conduta processual e procedimental do Tribunal Superior Eleitoral. Primeiro, por razões óbvias. Em segundo lugar, sob esse foco, o Rodrigo, o presidente Rodrigo tem razão. Quanto antes liquidar este assunto, acaba esta história de dizer: “olhe, vai acontecer… não se sabe o que vai acontecer no TSE, etc”. E acho que esta é uma preocupação muito legítima do presidente Rodrigo Maia.

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: De jeito nenhum. Aliás, não atrapalhou nada no Brasil. Desde o momento que nós assumimos, até interinamente, nós fomos agindo… veja, nós temos mais de 56, a essa altura 62 medidas que foram tomadas ao longo do tempo. Medidas corajosas e ousadas. Coisas que estavam paralisadas há quase 20 anos, 15 anos, foram levadas adiante pelo governo. Então não atrapalha nada.

Enquanto se discute isso ou aquilo o governo vai fazendo o que deve fazer: governar.

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: Ao contrário, interessante, eu até sugeriria que vocês dessem uma lidinha no Projeto da Terceirização. Quando me falavam na terceirização eu achava que era uma coisa complicadíssima. É de uma leveza, de uma simplicidade extraordinária. Aliás, ele não trata exatamente da terceirização. Você lendo o projeto, você verificará que, em primeiro lugar, ele trata do chamado trabalho temporário, e só lá no finzinho é que ele vai tratar da terceirização. Primeiro ponto.

 

            Segundo ponto, nós vetamos um ou outro artigo que, na verdade, prejudicava os trabalhadores. Mas eu vetei porque, na verdade, isso já está previsto na Constituição, o direito dos trabalhadores está previsto. Vejam, até sugiro a leitura do artigo 7º da Constituição Federal, que traz todos os direitos dos trabalhadores. Não prejudica minimamente.

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: Olhe, eu disse, hoje, lá em São Paulo, eu disse: se houver necessidade de uma salvaguarda, outras, além daquelas que já estão postadas no texto da lei, nós faremos. Nós temos a reforma trabalhista pela frente. Temos outras tantas medidas onde… se surgir coisa importante, nós faremos.

            Por enquanto, pelo que eu pude verificar no exame do projeto, não verifiquei necessidade. Mas se houver e, naturalmente, o Executivo se convencer, nós faremos. Não queremos prejuízo nenhum para trabalhadores. O que queremos é modernizar toda a legislação trabalhista de molde a ampliar, cada vez mais, o emprego. Está bom? Última.

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: Entendimento pessoal? Entendimento pessoal é o entendimento governamental, porque hoje exerço a Presidência da República. E nesse particular, o que eu posso dizer é que nós estamos fazendo as reformas essenciais para o Estado brasileiro. Em primeiro lugar, com a responsabilidade fiscal. Você veja o teto dos gastos, você veja, até a reforma do ensino médio. Você veja, agora, a modernização trabalhista. Você veja, mais adiante, a reforma previdenciária e, sobre ela, eu quero dizer que nós vamos fazer adequações compatíveis com aquilo que o Congresso está pensando, mas fazê-la. De modo que nós estamos entregando um país mais modernizado para chegar em 2018 e ter o desenvolvimento do país.

Obrigado.

 Ouça a íntegra da entrevista (06min26s) do presidente.

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