Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Michel Temer, após Reunião de Trabalho sobre Segurança - Rio de Janeiro/RJ

Rio de Janeiro – RJ, 17 de fevereiro de 2018

Boa tarde a todos.

Eu quero dizer que fizemos uma reunião muito produtiva. E a síntese da reunião foi a seguinte: além de explicar as razões desta intervenção parcial que nós fizemos, referentemente à segurança pública e ao sistema penitenciário, salientamos tratar-se de uma intervenção que eu chamei de cooperativa. Porque, de fora à parte a circunstância de haver decidido pela intervenção, o certo é que nós a decretamos depois de uma conversa com o governador Luiz Fernando Pezão, que naturalmente concordou com a intervenção e vai prestar toda a colaboração necessária.

Nós, eu não quero repetir o que já disse no dia de ontem, mas seria intolerável continuar a situação que aqui estava o Rio de Janeiro, porque ela cria também um problema nos outros estados. No instante que coisas desandem aqui, a tendência é desandar nos outros estados. Nós não queremos isso. Nós queremos que o Rio de Janeiro, com medidas firmes, seguras... especialmente para proteger os mais vulneráveis, aqui do Rio de Janeiro. Não foram poucas as mortes havidas, não apenas policiais, mas também trabalhadores, crianças, lamentavelmente jovens. Nós queremos portanto, dar um fim a isto. Para tanto que nomeamos o interventor.

Mas quero também registrar, eu já disse lá, vou anunciar publicamente agora, eu já disse na reunião. Que foi muito útil, reitero, porque eu salientei que não basta apenas o gesto da União, que é preciso uma união de todos os esforços. Não sem razão, que estava aqui o presidente do Tribunal de Justiça, o procurador-geral de Justiça, o defensor público, enfim. Várias autoridades, o presidente da Assembleia, todos unidos, setores da sociedade civil, todos unidos, juntamente com a União e o estado, para dar combate à criminalidade. Esse é um ponto fundamental.

Outro ponto é que anunciei que nós não vamos parar por aí. Muito brevemente, semana que vem ou na outra semana, mais tardar, eu quero criar, já conversei com o presidente da Câmara, presidente do Senado, o Ministério Extraordinário da Segurança Pública. Que na verdade, vai coordenar o trabalho da segurança pública em todo País. Não vai, evidentemente, invadir as competências de cada estado federado. Vai cumprir as suas funções de natureza constitucional, que já são da União Federal, mas também vai coordenar o trabalho de segurança pública em todo País.

Este é o anúncio que agora, acho que pela primeira vez, estou fazendo publicamente.

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